quinta-feira, 27 de março de 2014

Como fazer o seu gato parar de te arranhar


Arranhar faz parte de ser um gato, mas é possível ensinar o felino a não arranhar as pessoas e redirecionar o comportamento a outros objetos.

Gatos adoram arranhar e arranham para se defender, aliviar o estresse, brincar e, às vezes, até para demonstrar afeto.

As garras do gato fazem parte de como eles interagem com o mundo e, mais importante, de como eles definem o seu espaço.  Eles usam as patas para marcar o território e arranham como forma de afiar as suas unhas, eliminar as garras velhas e alongar o corpo.

Apesar de arranhar ser um instinto do gato , é possível evitar que o gato arranhe as pessoas ao seu redor.

1. Pegue o gato no colo da maneira correta

Alguns gatos arranham quando não querem ficar no colo dos seus donos.  Para evitar que isso aconteça, donos devem segurar o gato de forma que ele se sinta seguro e, ao mesmo tempo, livre para sair quando quiser.

Vários gatos não gostam de ficar no colo quando ficam deitados no braço do dono ou quando são muito apertados.

Ao pegar o gato, donos devem oferecer suporte para as patas dianteiras, permitindo assim que o gato se equilibre em seus braços.  Com a outra mão, ofereça um suporte às patas fronteiras, sem apertar o gato.

De modo geral, quanto mais lugares o corpo do gato estiverem tocando o seu corpo, mais confortável o gato ficará.  Respeite os limites do gato e solte-o quando ele pedir para sair.  A vontade de gatos que não gostam de ficar no colo também deve ser respeitada.

2. Dê espaço ao gato

Respeite a vontade do gato e deixe ele vir até você, ao invés de forçá-lo a ficar no seu colo.  Um gato que não quer ficar no colo do dono tem mais chances de usar as suas garras para se defender.

Em alguns casos, gatos arranham donos assim que o dono chega perto, por associar a presença do dono ao ser importunado.

3. Incentive o seu gato a arranhar as coisas certas

Donos devem incentivar os seus gatos a arranhar as coisas certas.  Sendo assim, dar um arranhador e diversos brinquedos ao gato oferece a ele uma oportunidade de usar seus instintos nas coisas certas, reduzindo, assim, as chances de ele arranhar pessoas e móveis.

Essa é uma boa solução para gatos que arranham as mãos dos donos para brincar.  Ao utilizar brinquedos na hora de interagir com seus gatos, donos podem ensinar os felinos que é muito mais divertido arranhar um brinquedo.

4. Deixe a sua casa confortável para o gato se locomover

Tente diminuir, ao máximo, o nível de estresse do seu gato, tornando a sua casa um ambiente confortável para ele. Deixe-o acessar lugares altos para descansar, sempre limpe a caixa de areia e nunca o deixe sem água e ração por perto.  Ofereça diversas oportunidades para o seu gato se exercitar dentro de casa.

Quanto mais tranquilo o gato estiver, menor as chances de ele arranhar por estar irritado ou estressado.

5. Se os arranhões se intensificarem, leve seu gato ao veterinário

Se após muitas tentativas o animal continuar arranhando as pessoas, leve-o ao veterinário.   O gato pode estar comunicando que não está bem e os arranhões podem servir como uma forma de ele chamar a atenção de seus donos.

Donos de gatos que arranham por agressividade e que continuam agressivos, mesmo quando não incomodados pelos donos, devem solicitar ajuda profissional.

terça-feira, 25 de março de 2014

Como saber se um gato é vira-lata ou de raça?


Com diversos cruzamentos entre raças já sendo considerados novas raças, é difícil identificar quais misturas são pedigrees e quais são vira-latas.

A verdade é que gatos vira-latas e gatos de raça são muito similares.  Apesar de diversos gatos de raça surgirem por conta da mistura de uma ou mais raças diferentes, um gato cuja linhagem genética contém diversas raças também pode ser considerado um vira-lata.

Aliás, o nascimento de gatos vira-latas teve um aumento tão considerável que ele passou a ser chamado, por veterinários, de “pelo curto”, já que a característica que predomina nesse animal é a pelagem curta.  Na maioria das vezes, os olhos desses gatos parecem com a cor do pelo.

No Brasil, os gatos vira-latas são os mais populares entre donos. Dados de uma pesquisa da Comissão de Animais de Companhia relata que 80% dos gatos que vivem em casas brasileiras entram no perfil de SRD (Sem Raça Definida).

Com gatos vira-latas, não tem dois iguais

Esses felinos podem ser de diversas cores e tamanhos e são como caixas de surpresas, já que nenhum animal anterior é igual ao atual, para que se possa basear e tentar adivinhar qual será seu visual. Normalmente, a pelagem curta e o tamanho médio são características marcantes, mas alguns podem apresentar pelos mais longos.

É difícil prever o temperamento de um gato vira-lata

Conhecer as origens do animal, se possível, dá pistas para saber de qual linhagem de comportamento ele pertence, mas, com os SRD, isso é difícil de acontecer. Vale notar que um gato vira-lata, no entanto é normalmente tão educado e obediente quanto um gato de raça.

Gatos vira-latas são mais saudáveis, em vários casos

Expostos à seleção natural, os gatos vira-latas podem ser mais fortes, o que não chega a ser uma regra. Além disso, seu cruzamento difere dos gatos de raça, que são feitos por consanguinidade, o que pode acarretar em diversos problemas de saúde.

Lembre-se que isso não é uma razão para diminuir os cuidados com os SRD; eles precisam, como qualquer outro gato, ir ao veterinário frequentemente e tomar todas as vacinas necessárias , o que garante a sua saúde e longevidade.

Os gatos vira-latas e suas designações

Os gatos vira-latas podem ser divididos em duas nomeações.  São elas:

Gato Doméstico de Pelo Curto. Esse felino tem a pelagem bem curta, o que o faz ser comparado com o British Shorthair ou com o American Shorthair. Segundo relatos, ele foi trazido para o continente americano por peregrinos, para controlar a população de roedores dentro dos navios. Por isso, possui um grande instinto de caça, mas se torna um animal ideal para casa e para o convívio com crianças.

Gato Doméstico de Pelo Longo. Esse gato se difere do Pelo Curto no volume da pelagem, que costuma ser abundante. Ele é, frequentemente, confundido com o Maine Coon, por conta da grande quantidade de pelo, que precisa ser escovado  todos os dias.

Embora os primeiros gatos vira-latas domésticos tenham sido os Pelo Curto, o gato de Pelo Longo já convive com pessoas há um bom tempo. A mutação na linha de sangue de um Pelo Curto fez com que o crescimento do pelo ocorresse, mutação que, segundo estudos, aconteceu em um lugar frio, ajudando os animais a se protegerem de um ambiente hostil. Alguns especialistas sugerem que isso tenha ocorrido no leste da Turquia ou na Rússia.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Cães podem sonhar como os humanos


Atividades cerebrais dos cachorros mostram que seus sonhos podem estar conectados com fatos do seu dia a dia.

Como os humanos, os cães possuem uma estrutura no cérebro que faz com que eles passem por dois estágios do sono, conhecidos como REM e não REM, sendo o REM o estágio em que os sonhos acontecem. Dessa forma, os sonhos caninos costumam ser relacionados, assim como os nossos, com fatos que aconteceram ao longo do dia.

Segundos estudos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, esse tipo de sonho não é exclusivo de humanos e cães, e já foi percebido até em alguns ratos, o que mostra que todos os animais maior inteligência  possuem uma estrutura cerebral análoga, como os cachorros, e sonham em ordem, para processar as informações e assimilar as lembranças.

Com um eletroencefalograma, pesquisadores analisaram a atividade cerebral de um cão durante o sono, e as ondas cerebrais encontradas seguiram os padrões das dos humanos quando estão em estágio profundo de sono, que dura cerca de 4 horas e que nos fazem se mexer, se contrair ou até falar, sempre com movimentos rápidos.

Teorias apontam que os cães sonham com acontecimentos do dia a dia

Apesar da grande quantidade de pesquisas sobre os sonhos dos cães, ainda é um pouco impreciso dizer, com certeza, sobre o que eles sonham, mas a observação desses animais durante o sono profundo demonstra reações de atividades relacionadas com o dia a dia deles; as patas contraídas podem significar as brincadeiras com o dono  ou outros cães e os latidos e gemidos  podem ser reflexos da lembrança de alguém diferente que se aproximou da casa, por exemplo.

Algumas pesquisas apoiam essa teoria. Testes publicados pela Psychology Today e feitos com ratos mostram as atividades realizadas pelo cérebro durante o sono desses animais. Durante o dia, os ratos correram em labirintos e tiveram seus cérebros monitorados por toda a atividade. Ao dormir, com os cérebros ainda monitorados, foi percebido o mesmo grau de atividade cerebral de quando eles estavam acordados, o que mostra que eles reencenaram suas vidas conscientes enquanto sonhavam. Os cachorros possuem um grau de atividade cerebral maior que o dos ratos, e se os ratos conseguem fazer tal feito durante o sono, é possível que os cães também possam fazer isso e ir, até, além.

No sono profundo, nunca acorde o cão

Acordar o cão por achar que ele está chorando muito, se mexendo demais ou até mesmo tendo um pesadelo pode causar um susto no animal, além de acordá-lo definitivamente, naquela noite, atrapalhando seu sono de descanso.

Um cachorro filhote precisa dormir cerca de 16 horas por dia; já um adulto, entre 9 e 11 horas. Na necessidade de acordá-lo, ajoelhe-se ao lado do animal e fale com uma voz bem baixa, deixando que ele volte à consciência aos poucos, sem sustos.  Em alguns casos, animais que se assustam ao acordarem podem morder o dono.  Por esse motivo, é recomendado não se aproximar de cachorros que estão dormindo.

Se você perceber que os sonhos estressantes são constantes, procure um veterinário, que saberá qual tratamento é mais indicado para o seu animal.

sexta-feira, 21 de março de 2014

3 dicas para lidar com gatos que fogem de casa


Seja apenas para um passeio ou com a intenção de acasalar, os gatos adoram passear sozinhos. Mas, às vezes, eles podem nunca mais voltar.

Gatos que saem de casa sozinhos podem se perder, adquirir uma doença ou até sofrer algum acidente.  Mesmos os gatos que estão acostumados com as saídas diárias podem se perder ao seguir uma presa ou se assustarem com algum barulho ou animal. Para lidar com os fujões e evitar danos maiores, algumas medidas são bem vindas e muito eficazes.

Listamos, aqui, três maneiras de lidar com os gatos que fogem de casa.

1. Castrar o animal o torna mais caseiro

Castrar o animal  ainda se mostra um dos métodos mais eficazes para acalmar gatos que adoram sair de casa. Ao ser castrado, o gato fica mais tranquilo e tende a querer sair menos de casa. Fazendo isso quando os gatos ainda são pequenos, com até dois anos de idade, eles ficam mais caseiros, o que reduz a probabilidade de saírem de casa para acasalar ou brigar.

Segundo a Universidade da Califórnia, a castração é eficaz em até 90% dos gatos machos, pois, nesse procedimento, os testículos são retirados para não acontecer o acasalamento, e, dessa forma, o animal perde o hábito de marcar território, além de ficar menos agressivo.

2. Instale um chip de identificação

Outra opção é instalar um chip no animal. Apesar do custo um pouco maior, os chips possuem informações sobre o gato, que ajudam na hora de identificar um animal perdido. Além disso, as leis brasileiras impedem que qualquer animal que tenha um chip seja sacrificado.

A colocação do chip não é dolorosa.  Ele é introduzido com uma agulha e funciona como uma vacina; o gato sentirá apenas uma picada, que passa rapidamente e não deixa ardência ou irritação no local onde foi aplicado o aparelho. 

3. Tele a sua casa ou construa um gatil

As telas inclinadas impedem o gato de escalar o muro e fugir para a rua. Em casa, telar os muros pode ser uma tarefa difícil e, nesse caso, a alternativa é telar as janelas e acostumar os gatos a viverem dentro de casa. 

É necessário também tomar cuidado ao passar pelas portas, pois o gato é rápido e pode fugir pela porta. Instruir todos os moradores da casa a seguirem essa regra também é de grande importância.

O gatil é a versão felina do canil, e é um espaço reservado para o gato se exercitar e brincar. Essa alternativa estimula a independência desses animais, sem que eles corram perigo.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Existe momento certo para unir crianças e pets?


Conversar com todos os integrantes da família antes de escolher um pet é a melhor atitude

Se nem os adultos resistem à fofura dos filhotes, o que dizer das crianças? Pets costumam fazer sucesso entre os pequenos, e não raras são as vezes em que pais têm que lidar com pedidos chorosos por um animal em casa. A dúvida, porém, costuma ser a mesma na maioria das famílias: qual é o melhor momento para incluir um integrante de quatro patas à rotina da casa?

Ter um animalzinho pode ser uma excelente companhia para os filhos. Porém, antes de decidirem pela aquisição ou pela adoção de um, é preciso que os adultos tenham em mente a lista de obrigações que vêm junto do pet. Quais tarefas serão dos pais e quais caberão às crianças? Essa divisão é o primeiro passo para a convivência sadia.

“Ter várias conversas com todos os integrantes da família antes de escolher um pet é a melhor atitude. As crianças têm noções diferentes de responsabilidade, e é essencial que elas estejam cientes da mudança de rotina que um animal impõe”, afirma a médica veterinária a médica veterinária Bárbara Nogueira, que atende no bairro da Lapa, em São Paulo.

De acordo com a veterinária, é muito comum que os pais assumam as obrigações inicialmente destinadas às crianças, por falta de disciplina ou desinteresse dos pequenos em relação ao cão. “Se a decisão de ter um cachorro passou pelo pedido dos filhos, para o bem do animal é importante que os pais não desistam do planejamento que antecedeu a chegada do cão na casa”, diz Bárbara.

Ok, mas como manter o interesse e os cuidados dos pequenos? A especialista dá uma série de recomendações. Veja abaixo:

1) Identifique a raça mais adequada ao tipo de vida da sua família. Considere o espaço disponível para o convívio e a personalidade do cão. Para melhor interação com crianças, não esqueça de escolher as raças mais sociáveis.

2) Não crie regras que não serão cumpridas. Pense na idade de seus filhos e em quais responsabilidades eles têm capacidade de assumir.

3) Com a participação de toda a família, faça uma lista de todas as responsabilidades que vêm junto com o animal. Deixe a lista exposta na casa, para que todos possam consultar.

4) Estimule a escolha das tarefas pelas próprias crianças, respeitando suas afinidades e disposição. A chance de os filhos cumprirem seus deveres é maior quando há identificação com a atividade.

5) Tente incluir os pequenos em visitas ao veterinário e à pet shop, para que eles acompanhem o retorno de profissionais sobre a saúde do peludo. Isso ajuda a dar mais seriedade nos cuidados do pet.

Para finalizar, Bábara acrescenta que não há consenso entre especialistas sobre a fase ideal para a criança ter um pet. Com supervisão adequada, segundo ela, qualquer família pode ter um peludo em casa.

Por Rafael Pinto - Vida de Cão

quarta-feira, 19 de março de 2014

Gatos podem ser adestrados? Conheça os principais mitos sobre os pets


Descubra o que é mito e o que é verdade na vida dos bichanos e entenda melhor o mundo dos gatos.

Muito é dito sobre o mundo felino, e algumas informações já são tidas como verdade no mundo todo; no entanto, boa parte do que se diz a respeito dos gatos não passa de mito – confundindo a cabeça dos que sentem simpatia pelo animal, mas seguem temerosos por acreditar em diferentes crenças; como a de que os bichanos são traiçoeiros.

Pensando nisso, a Toca dos Pets elaborou uma lista para desvendar cinco dos maiores mitos sobre gatos, apontando o que é real e o que não passa de crendice. Confira, a seguir, algumas das maiores mentiras e verdades sobre o mundo felino, e mude a sua maneira de pensar em relação aos bichanos (que, ao contrário do que se diz, podem ser muito afetuosos e até protetores).

Gatos não gostam de água
Esta é uma das crendices mais famosas sobre os felinos, mas não é real. Gatos não acostumados podem ter certo receio ao entrar em contato com a água; no entanto, quando expostos a ela desde filhotes, este problema não existe. Para reforçar a porção mito dessa informação, basta citar raças como a Turkish Van – que não só adora água como também é conhecida popularmente como a raça do “gato-nadador”.

Gatos têm sete vidas
A expectativa média de vida de um gato é de 15 anos (e esse número cai para dois anos caso o bichano viva na rua) e, embora possam viver até 20 anos se bem cuidados e protegidos, sua vida é uma só – portanto, não tente confirmas a hipótese das sete vidas com seu bichano. Não vai dar certo!

Gatos pretos dão azar
Esse mito surgiu na Idade Média e segue como real para muitos até hoje – embora também haja países (como Japão e Reino Unido) onde os gatos pretos são um símbolo de sorte.

Gatos não podem ser adestrados
Os gatos são mesmo mais independentes e até “desobedientes” que os cães; entretanto, isso não significa que não tenham a capacidade de aprender e executar comandos. Na Rússia há, inclusive, o famoso Teatro dos Gatos de Moscou, que conta com uma grande quantidade de felinos que podem ser considerados especialistas em acrobacias e truques diversos.

Gatos sempre caem de pé
Se a altura de que o felino cai for maior que um metro, a informação é verdadeira – no entanto, isso não significa que ele não possa se machucar na queda, e isso só seria verdade se os gatos realmente tivessem sete vidas.

terça-feira, 18 de março de 2014

Conheça o fantástico e eficiente trabalho dos cães-guias


Saiba mais sobre a atuação de cachorros como terapeutas e entenda o trabalho do cão-guia.

Enquanto a capacidade da maioria dos cães domésticos é desenvolvida, apenas, para que se comportem, aprendam truques e entendam comandos, há cachorros de algumas raças específicas sendo estimulados em treinamentos que vão muito além da simples obediência – podendo ser usados como ferramentas vivas que fazem a diferença na vida de pessoas com deficiências físicas ou intelectuais.

Os cães-guias são um exemplo perfeito disso, e basta observar a vida de deficientes visuais que contam com a companhia de um destes cachorros para saber como essa ajuda pode ser valiosa. Embora o item faça parte de sua denominação, esses cães não só guiam seus donos como, também, oferecem segurança, proteção e mais oportunidades de socialização aos seus proprietários – aproximando-os, cada vez mais, de uma vida na qual o equilíbrio físico e emocional são presentes.

Labrador e Golden Retriever são, em boa parte das vezes, os escolhidos para funções dessa natureza (já que são cães bastante dóceis e fiéis); entretanto, raças como Pastor Alemão, Boxer e Collie também podem ser igualmente condicionadas nesse tipo de adestramento terapêutico. Selecionados ainda filhotes, os cães-guias recebem treinamentos específicos que são divididos em três fases distintas.

Na primeira, é preciso que o cachorro, ainda filhote, conheça os comandos básicos de obediência e aprenda a viver em sociedade, recebendo bastante amor e carinho de quem quer que sejam seus donos. A partir disso, o dócil cão passa a receber um treinamento mais específico e focado que dura cerca de sete meses – aprendendo a desviar de obstáculos, detectar saídas e entradas de lugares diversos e a identificar objetos e possíveis ameaças, entre outros.

É aí que o cão passa a ser treinado junto com a pessoa que será “guiada” por ele, formando laços afetivos para que se tornem um verdadeiro time em um período de até 21 meses. Quem já viu um cão-guia em ação sabe que a sua ajuda é extremamente benéfica para as pessoas com deficiência visual que, com a companhia do animal, podem realizar tarefas variadas que seriam muito difíceis sem a ajuda do cão – que indica caminhos e afasta perigos enquanto junto ao seu dono.

Ao contrário do que possa parecer, o trabalho dos cães terapeutas também pode ser de muito valor para os deficientes físicos – já que, com o treinamento correto, os cachorros também podem ajudar estas pessoas em variadas tarefas do dia a dia, como abrir e fechar portas, levantar da cama e até buscar um objeto.

Além disso, até mesmo os deficientes intelectuais (como os portadores de Síndrome de Down) podem evoluir muito com a ajuda dos cães que receber treinamentos específicos, podendo aumentar tanto os níveis de confiança como os de socialização e responsabilidade – levando uma vida com mais independência e conquistas.