terça-feira, 18 de janeiro de 2022
Pets na piscina: uma diversão que merece atenção e cuidados especiais
Você sabia que o afogamento é a maior causa de mortes não intencionais de crianças no Brasil? Considerado um grande vilão da saúde pública, esses acidentes não atingem somente os pequenos, mas também os animais de estimação. Por não se dar a devida importância ao fato é até difícil encontrar dados de quantos pets se acidentam em piscinas no Brasil. Porém, há um grande número de tutores que buscam atendimento veterinário por esse motivo. Pensando nisso, a veterinária da Nutrire, indústria de alimentos para cães e gatos, Dra. Cecílie Papais, faz alguns alertas e dá dicas de como proteger nossos melhores amigos.
“O primeiro ponto é desmistificar essa história de que os pets sabem nadar. Alguns até podem fazê-lo logo que caem, mas a exaustão por não encontrar uma saída fácil é a principal causa de óbito. Além disso, algumas raças, como as de cães de focinhos curtos tendem a afundar com muito mais rapidez do que outras”, conta. A especialista também alerta para outra causa de óbito em cães de raças grandes, que é a torção gástrica. O problema ocorre quando o animal se alimenta em um tempo muito próximo à atividade. “O ideal é dar um espaço de duas ou três horas entre uma coisa e outra”, conta.
Manter cercas em volta das piscinas ou telas sobre elas são iniciativas simples que podem evitar muitos acidentes. “Acredite, alguns animais podem se jogar na água porque não têm a noção da gravidade que enfrentarão”, acrescenta Cecílie. Não pense que se a piscina possui escada ou rampa é mais segura para os pets. “Os animais molhados pesam mais, o que dificulta bruscamente a saída da água. Há famílias que têm o hábito de aproveitar esses momentos com seus pets. Se o cachorro gosta da aventura não tem problema algum, mas lembrem-se de mantê-lo sempre seguro.”, explica.
Para os apreciadores da brincadeira, a indicação é utilizar um colete salva-vidas próprio para cães. No entanto, o mais importante ainda é a supervisão integral do que seu pet faz dentro da piscina. E não esqueça: quando a brincadeira acabar, o acesso do animalzinho sozinho à área do reservatório deve ser proibido”, diz a especialista da Nutrire. Outra dica fundamental para manter o cãozinho saudável é retirar todo o cloro do corpo do pet depois do banho na piscina. “O cloro é prejudicial à pele do animal, bem como o sol em excesso. Há produtos específicos para evitar queimaduras específicas sendo vendidos em petshops, evite utilizar o protetor solar humano no seu melhor amigo”, indica. Além disso, a Dra. Cecílie aconselha que a diversão ocorra em horários onde o calor é mais ameno.
“Tanto para crianças, como para nossos pets, a prevenção continua sendo o melhor remédio. “Cuidar é um ato de amor com qualquer animal. Essa é a premissa essencial para que todos os tutores protejam e mantenham seus bichinhos saudáveis”, finaliza.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2021
Especialista em comportamento animal dá dicas de como aproveitar com maior segurança o final de ano com seu pet.
Cleber Santos ensina como preparar o seu pet para viajar, como protegê-lo do estresse dos fogos de artifício, e o que considerar antes de presentear um animal a alguém.
Com as festas de final de ano se aproximando e a crescente diminuição da pandemia, muitas famílias estão se planejando para encontros, viagens e passeios. Em muitos casos, isso inclui também os animais de estimação que, cada vez mais, se tornam membros da família.
O especialista em comportamento animal Cleber Santos, CEO da Comport Pet – empresa especializada em serviços de Day Care e adestramento, dá dicas para preservar a saúde do seu pet e aproveitar as festividades.
Cuidados ao viajar com os pets
Se você vai se locomover com seu animal de estimação nesse final de ano, fique atento à preparação e regulamentação de segurança em viagens, seja de carro ou de avião.
“Ao viajar de avião, muitas pessoas se preocupam com a documentação, registros, vacinas entre outras burocracias. Mais importante que isso, é essencial se preocupar como esse animal vai se comportar durante duas, três horas ou até mais, viajando sozinho em uma caixa de transporte”, comenta Cleber. Em 2021, foram noticiadas mortes de cães em transportes aéreos, por isso, para evitar fatalidades é muito importante que o tutor prepare o seu animal.
.:. Faça uma adaptação à caixa de transporte. Essa caixa precisa ser inserida como parte do ciclo diário do animalzinho antes da viagem, ou seja: garantir que ele consiga entrar e sair da caixa sozinho sentindo segurança, deixá-la presente no momento dele dormir, no momento da alimentação, criando associações positivas. Pegar um animal que nunca usou a caixa de transporte e de repente trancá-lo por horas, pode ocasionar uma sensação de desconforto e estresse. Isso afeta sua respiração e também a sua parte sanguínea, podendo levar à uma parada cardíaca.
.:. A dimensão da caixa de transporte é muito importante: O cão ou gato precisa conseguir ficar tanto de pé, quanto conseguir fazer um círculo de 360°, para que consiga se movimentar, se esticar, e ter um espaço confortável.
.:. Antes da viajem, o animal precisa ter uma boa alimentação sem excessos. Não estar com o estômago cheio, para evitar que em uma situação de estresse ele passe mal e se engasgue com o próprio vômito.
.:. Especificamente para os cães, o ideal é que façam passeios, caminhadas, ou até que fiquem em uma Day Care brincando bastante no dia anterior à viagem, para que ele tenha um gasto de energia adequado antes da hora do voo.
.:. Deixar à disposição (durante o voo) brinquedos, estímulos e objetos para roer, para que ele passe o tempo se distraindo e interagindo com esses objetos que estarão junto dele na caixa.
Se você vai viajar de carro com o seu gato, mantenha-o sempre na caixa de transporte. Se for com seu cão, independentemente do tamanho, é importante não permitir que ele fique solto andando pelo carro.
Muitos cães, quando fixados com o cinto de segurança pet no banco traseiro, ficam agitados e latindo. “Apesar de ser um barulho incômodo, o dono não deve ceder, pois isso pode ocasionar graves acidentes de trânsito. O cachorro pode alcançar os pés do condutor, entrar no volante, ou colocar a cabeça para fora da janela e acabar pulando por ver alguma coisa fora que chamou sua atenção. Portanto, siga sempre a regra do uso do cinto de segurança pet, que é o regulamentado pela lei de transporte de animais”, completa o especialista.
Atenção aos fogos de artifício!
É sabido que os cães e gatos são mais sensíveis aos sons de fogos de artifício, e muitas vezes desencadeiam problemas físicos e emocionais no momento da queima, como por exemplo episódios de vômito, ansiedade/medo, convulsões e taquicardia (o que aumenta mais ainda para aqueles animais que apresentam cardiopatias).
O problema é tão grave que já existe um projeto em análise no senado (PL 2130/2019), que estabelece limites de emissão sonora para os artefatos. Porém, até a lei ser aprovada é necessário que cuidemos adequadamente de nossos animais de estimação.
O especialista dá dicas de como amenizar o estresse.
.:. O ideal é prepará-lo com antecedência. Para os cães, você pode colocar um áudio com o som dos fogos de artifício e treinar os comandos enquanto o cão escuta o som. Treine o senta, fica, deita, entre outros comandos, aumente o som de maneira gradativa e veja como seu cão se comporta.
.:. Também é importante demostrar estar relaxado e seguro no momento da queima, pois caso o animal perceba que você também sente medo, a situação irá se agravar.
.:. Deixe seu cão ou gato ficar em um local no qual ele se sinta seguro, longe de portas e janelas de vidro, piscinas, rotas de fuga, e tudo o que represente um risco.
.:. Uma maneira de aliviar a altura do barulho na hora H, é colocando chumaços de algodão no ouvido do seu animal.
.:. Em casos de cães e gatos com uma pré-disposição a cardiopatias ou convulsões, você pode recorrer a calmantes naturais. Peça ao veterinário que receite um para seu pet, eles são facilmente encontrados em pet shops.
.:. No dia da queima, tire algumas horas para gastar a energia do seu animal. Faça brincadeiras de gasto energético com seu gato, ou faça um bom e longo passeio com seu cão e brinque bastante, desta maneira eles estarão menos atentos aos barulhos por conta do cansaço.
Animal não é “presente”
É bem comum com a chegada das festas do final de ano, algumas pessoas escolherem um pet como um presente “fofinho”.
“É preciso considerar no momento da escolha, pontos como o porte (no caso dos cães), grau de energia e temperamento, e tempo de vida. Algumas raças de cães vivem mais de 15 anos, alguns gatos, mais de 20! A escolha errada ocasiona em animais que não se encaixam com a família, facilitando o abandono”, aconselha Santos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), somente no Brasil existem mais de 30 milhões de animais abandonados, sendo 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães.
“O Brasil aprovou a lei (PLC 27/2018) a qual declara que animal não é coisa, reconhecendo os animais como seres com emoções e passíveis de sofrimento. Ou seja, antes de adotar um animal de estimação nesse natal, reflita sobre a responsabilidade que estará assumindo também diante da sociedade. Evite ceder à pressão de uma criança caso perceba que foge à realidade do tutor, e entenda que nem todos estão preparados para ter um pet, embora até simpatize com a ideia”.
Cleber Santos é adestrador e especialista em comportamento animal. Recebe cerca de 500 animais semanalmente em sua Day Care, além de ser o criador da Universidade Comport Pet para empreendedores, que já atendeu 400 alunos só em 2021.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2021
Ansiedade, depressão e autoflagelo em PETs - Como diferenciar e buscar ajuda
Após dois anos de convivência diária com os donos, pets podem entrar em quadros crônicos de depressão e autoflagelo por se sentirem abandonados. Especialista em comportamento animal orienta como fazer uma transição responsável com eles para o período pós-pandemia
Para cada 10 pets, quatro apresentam algum quadro de ansiedade, depressão ou autoflagelação. Essa é a média relatada por Cleber Santos, especialista em comportamento animal, e CEO da Comport Pet, que recebe cerca de 500 cachorros, gatos e demais animais domésticos nos chamados serviços de Day Care, hotel e adestramento.
Dody Martins é dona de Mickey, um cão sem raça definida. Depois de quase dois anos juntos em confinamento, Dody retornou ao escritório. Após alguns dias, percebeu mudanças no Mickey. “Ele não comia, nem bebia água direito, se coçava e se mordia a noite toda. Levei ao veterinário, que passou um creme para a dermatite causada pelas feridas. Ele não parou. Fui alertada de que poderia ser emocional. Não sabia que cães tinham problemas de saúde mental”, explica a dona que começou a seguir alguns ritos para acalmar o ‘filho’.
Segundo o especialista em comportamento animal, os cães, principalmente, estão enfrentando transtornos mentais devido à interrupção abrupta de um período no qual o vínculo afetivo com os donos foi extremamente fortalecido. “Assim como para as crianças, é preciso um cuidado especial para tratar essa história, de preferência, com estratégias orientadas para essa transição”, explica.
Tristeza x Depressão e Autoflagelo
O especialista alerta que o agravamento da ansiedade para um quadro depressivo é comum, visto que nem sempre são percebidos os sinais de socorro do animalzinho. Mudanças de comportamento, como desobediência, agressividade ou agitação podem ser encaradas pelos donos como atitudes para “chamar a atenção”.
Para Santos, é fundamental saber diferenciar a tristeza da depressão entre os pets. Ele explica que, no quadro depressivo, são apresentados sintomas como falta de apetite; apatia; inatividade; pouca afetividade; sono excessivo; falta de vontade de brincar. Ele também pode se esconder do dono ou se tornar agressivo.
Assim como a depressão, o autoflagelo é um transtorno emocional que pode ser causado pela ansiedade. Comportamentos de autodestruição como se morder ou se lamber em excesso ao ponto de causar machucado, ou fazer as necessidades fora do lugar são manifestações típicas desse estágio.
Nesses casos, o recomendado é buscar ajuda profissional de um especialista em etologia, zoopsiquiatria ou medicina veterinária comportamental. Entre tratamentos nessa linha estão a musicoterapia; a aromaterapia; a cromoterapia, assim como o enriquecimento ambiental - atividades que trabalham a parte cognitiva do animal, despertando novos sensores e melhorando seu estado mental.
Como preparar seu pet nessa transição
Comece a adaptar seu animal de estimação, revivendo os mesmos rituais de antes: idas e vindas ao trabalho e a compromissos. O objetivo é prepará-lo emocionalmente para essa separação.
.:. Antes do retorno definitivo ao escritório, tente fazer um horário de trabalho, como se você estivesse no presencial. Escolha um cômodo para o home-office, com a porta fechada, sem comunicação visual e sem acesso ao pet.
.:. Ao sair de casa: não transforme esses momentos em despedidas. De preferência, deixe perto dele uma roupa com o seu cheiro.
.:. Previamente, ofereça atividades individuais para o seu animal e as deixe espalhadas em vários cômodos da casa.
.:. Veja se algum amigo ou alguém da família pode visitá-lo na hora do almoço.
.:. Quando chegar, não faça “festa” como se fosse um marco a ‘hora da chegada’. Isso contribui para o aumento da ansiedade no animal.
.:. Na convivência, não adianta apenas estar por perto. É importante oferecer tempo de qualidade. Estar conectado com ele, brincando ou fazendo carinho.
.:. No caso de cachorros, crie horários diários de passeio, pelo menos 2 vezes ao dia, para que possam farejar e interagir com outros cães.
.:. Estímulos mentais são tão importantes quanto exercícios físicos. Realize joguinhos de inteligência, como tirar comida de dentro de um brinquedo interativo.
“Infelizmente, está crescendo o índice de abandono de pets nesse momento de retorno ao escritórios ou escolas. Muitos donos alegam não ter condições de manter um animal sem estar em casa, principalmente aqueles que compraram ou adotaram durante a pandemia. A falta de adaptação às mudanças não pode ser desculpa. É preciso paciência, planejamento e, além de tudo, amor. Animal não é objeto. É preciso cuidar deles, sobretudo de seu equilíbrio e bem-estar”, frisa o especialista.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2021
O gatinho chegou, e agora?
Confira dicas para preparar o lar para receber um filhote felino
Companheiros, divertidos e fiéis, os gatos conquistaram os humanos e a cada dia ganham mais espaço nos lares brasileiros. Mas, você sabe como preparar o lar para a chegada do felino, especialmente no caso dos filhotes?
O planejamento é fundamental para que o gatinho vivencie uma experiência agradável, nos primeiros dias na casa nova e, principalmente, para que o período de adaptação transcorra sem problemas, assegurando o bem-estar do pet.
Pesando nisso, a médica-veterinária e Gerente de Produtos da Unidade Pet da Ceva Saúde Animal, Nathalia Fleming, listou oito dicas para proporcionar uma adaptação confortável e tranquila tanto para os tutores, quanto para o felino. Confira:
1- Respeite o comportamento do felino.
Os gatos são seres semi-sociais, ou seja, apreciam a interação social com moderação, podem ser levemente desconfiados e gostam de agir solitariamente em algumas atividades diárias, como na hora de se alimentar e se limpar, por exemplo. Por isso, a primeira dica para adaptação do filhote é conhecer e respeitar o comportamento do pet.
2- Reserve um cômodo para fazer a ambientação.
Na chegada do gatinho, será importante reservar um cômodo para que ele fique confortável e seguro até se ambientar com a nova casa. O gatinho deve ter nesse espaço locais para se esconder, como casinhas e tocas, as caixas sanitárias, comida, água e brinquedos. Se for um gatinho tímido ele pode ficar quietinho nos primeiros dias até começar a explorar o ambiente e querer sair do cômodo. Se for um gatinho mais curioso, ele poderá já nos primeiros dias querer explorar todo o ambiente. É importante observar o comportamento do gato e deixá-lo à vontade para explorar a casa quando ele se sentir seguro. À medida que ele começar a explorar o ambiente e se sentir à vontade em todos os locais da casa, as coisas dele também deverão ser distribuídas pela casa como por exemplo, os potinhos com comida, água, brinquedos e banheiro. Invista no uso do análogo sintético do feromônio facial felino (difusor) no ambiente, plugando-o na tomada 2 dias antes do gatinho chegar e mantendo-o por 30 dias seguidos, isso tornará a adaptação muito mais rápida e fácil, transmitindo para o gatinho uma mensagem de conforto, segurança e bem-estar.
3- Cuidados na sociabilização
Os felinos têm uma conexão especial com seu ambiente, dessa forma tirá-lo de casa ou expô-lo a muitos seres e estímulos desconhecidos pode gerar estresses e acabar prejudicando todo o processo. O indicado é realizar a sociabilização as diversas situações de forma gradual, respeitando o ritmo e estilo do gato de explorar com muita cautela. Para isso, invista em interações graduais, seja com outros animais ou com os visitantes da casa.
4- A arranhadura é um comportamento natural
Muitos tutores não compreendem a motivação dos felinos em arranhar, porém a arranhadura é um comportamento natural. Os gatos precisam aparar e afiar as unhas constantemente e o ato de arranhar cumpre exatamente essa função. Para evitar que algum objeto indesejado ou item da mobília se transforme em um enorme atrativo para o pet, o indicado é estimular o gato, desde filhote, a utilizar o arranhador. Dessa forma ele direcionará a ação para o local apropriado. Lembre-se, o gato precisa de uma arranhador firme que seja capaz de aguentar seu peso ao se esticar para fazer a arranhadura na vertical, por exemplo. É importante também deixar os arranhadores em diferentes partes da casa, de preferência em locais de passagem para o gato fazer sua arranhadura. Hoje existem vários arranhadores no mercado (diferentes materiais, horizontal, vertical), é importante saber qual seu gato irá se adaptar melhor, por isso, ofereça várias opções no ambiente e caso você não deseje que ele arranha alguma mobília específica, o análogo sintético ao odor facial felino em spray deve ser aplicado na mobília.
5- Invista em uma caixa de areia
Esse item é indispensável para os gatos, desde filhote, pois além de auxiliar na manutenção da higiene, a caixa de areia deixa os gatos mais confortáveis para realização de suas necessidades fisiológicas. Geralmente os gatos já utilizam a caixa de areia instintivamente, mas é importante você mostrá-la para ele e ter pelo menos 2 caixas em diferentes locais da casa. Escolha uma caixa de areia do tamanho adequado, ela deve ser grande o suficiente para o gato se virar dentro dela e conseguir cavar. Depois mostre ao pet onde o item está e o incentive a entrar no espaço, sem forçar. Recompensar o animal com estímulos positivos, como carinho e petiscos após o uso da caixa de areia também é uma excelente maneira de acelerar o processo de aprendizagem. Outro ponto importante é a localização do objeto, que deve ser posicionado em pontos de fácil acesso na casa, mas nunca próximo a água ou comida do pet. E lembre-se, caso você tenha mais de um gato o ideal é que a quantidade de caixa sanitária no domicílio seja de uma por gato mais uma extra.
6- Prepare vários cantinhos de descanso
Descansar é parte da rotina dos felinos. Alguns animais chegam a dormir mais de 12 horas por dia. No caso dos filhotes, esse comportamento é ainda mais comum. Por isso, o tutor deve providenciar espaços onde o pet possa sentir-se seguro e confortável para tirar alguns cochilos ao longo do dia. Lugares altos, como o topo do arranhador, prateleiras, ou até mesmo tocas e tendas costumam ser opções atrativas para os felinos.
7- Cuidados com a segurança do pet
Gatos são curiosos. Por isso é natural que busquem conhecer o território, explorando todos os cômodos da residência. Para evitar acidentes, algumas medidas de segurança devem ser tomadas, como manter fora do alcance do animal produtos de limpeza e objetos cortantes, por exemplo. Além disso, caso o pet viva em um apartamento é recomendada a instalação de telas de proteção em todas as janelas e na varanda, isso evitará que ele possa cair ao explorar a casa. E caso viva em casa, certifique-se de que o novato não tenha acesso à rua para sua segurança.
8- Brincar é preciso!
Os felinos gostam de brincar, especialmente se a forma de entretenimento estimula seu instinto caçador. Varinhas com itens na ponta, pompons e bolinhas são alguns dos objetos que costumam chamar a atenção dos gatos. Além disso, o tutor também pode investir em algumas brincadeiras com itens caseiros e que podem ser reproduzidas no ambiente doméstico, como:
. Brincadeira na água – Coloque uma pequena quantidade de água em uma vasilha e mergulhe uma bolinha ou um barquinho de papel: brinque com o gato para empurrar o objeto aqui e ali na superfície.
. Jogo de caça – Encha o fundo de uma caixa de papelão com pelo menos duas camadas de bolas de papel e jogue um rato de brinquedo para que o gato possa "encontrá-lo" como se e estivesse caçando.
. Capture se puder – Construa um avião de papel e desafie o gato para pegá-lo durante o voo.
Sobre a Ceva Saúde Animal
A Ceva Saúde Animal é uma multinacional francesa, comprometida com o desenvolvimento de produtos inovadores para o mercado de saúde animal. A empresa, que está presente em mais de 110 países, foca sua atuação na produção e comercialização de produtos farmacêuticos e biológicos para animais de companhia e produção. Mais informações em: www.ceva.com.br
quinta-feira, 4 de novembro de 2021
Shopping Frei Caneca realiza Feira de Adoção Pet
ONG Patinhas Unidas é parceira na ação que acontece neste fim de semana
Neste fim de semana, dias 6 e 7, no Piso Térreo do Shopping Frei Caneca, 20 animaizinhos resgatados pela ONG Patinhas Unidas estarão esperando por um novo lar cheio de amor, carinho e amizade.
No sábado, o espaço destinado a quem deseja encontrar um melhor amigo funcionará das 10h às 18h, enquanto domingo será das 14h às 20h. Ao todo serão 10 cachorrinhos e 10 gatinhos, entre filhotes e adultos.
Os interessados em adotar um novo amigo devem ter a partir de 21 anos, apresentar CPF, RG e comprovante de residência. Todos passam por prévia entrevista e, após aprovação, assinam um termo de adoção.
No caso dos gatos, uma das exigências da ONG é que os animais só podem ser adotados para apartamentos telados ou casas que não possuem rota de fuga.
A Patinhas Unidas atua desde 2015 e é focada no resgate de animais em risco, que são vítimas de abandono e maus tratos. Estes animais são reabilitados, vacinados e castrados antes de seguirem para adoção.
Serviço
Campanha De adoção de Cães e Gatos – Shopping Frei Caneca
Data: 6 e 7 de novembro
Horário: Sábado: das 10h às 18h e Domingo: das 14h às 20h
Local: Entrada Principal – Piso TS
Endereço: Rua Frei Caneca, 569 – Cerqueira César - SP
Mais Informações: www.freicanecashopping.com.br
segunda-feira, 1 de novembro de 2021
Primeiros socorros dos pets: Como proceder?
Cuidados simples podem contribuir para amenizar a dor do pet e a manter a sua segurança no intervalo entre o acidente e o atendimento especializado
Os pets travessos existem em todas as espécies, raças e casas! E mesmo aqueles que não costumam exagerar nas corridas entre os cômodos, subidas desautorizadas em móveis e esbarrões em vasos ou mesas, vez ou outra acabam dando algum susto nos tutores.
Da mesma forma que para os humanos, os primeiros socorros dos pets podem evitar o agravamento dos casos e até mesmo salvar vidas. “A recomendação mais importante é que em caso de acidente o animal receba atendimento veterinário imediato. Por isso, os tutores devem ter sempre à mão o telefone e endereço de um hospital que funciona 24 horas, e o contato do veterinário de confiança. Dessa forma, ele saberá para onde ir caso o pet precise de cuidados de emergência. Isso tornará a prestação do socorro mais ágil e ajudará o tutor a manter a calma”, explica o médico-veterinário Claudio Rossi, Gerente Técnico da Unidade Pet da Ceva.
Algumas medidas de primeiros socorros podem contribuir para amenizar a dor do pet e a manter a sua segurança no intervalo entre o acidente e o atendimento especializado. Por isso, para auxiliar os tutores a saberem como agir em casos de emergência, o profissional , respondeu em detalhes como proceder caso o pet se envolva em um acidente doméstico. Confira:
.::. Como agir se o pet apresentar irritação cutânea?
Os animais apresentam, comumente, alergias e dermatite de contato, ambas são problemas causados pela reação alérgica do pet ao contato com alguma substância irritante (alérgena). Os pets afetados costumam apresentar coceiras, vermelhidão, bolhas vermelhas e falhas no pelo. Nesse caso, o ideal é que o tutor identifique a substância que causou a reação cutânea no animal e não tente utilizar nenhum produto caseiro para resolver a situação. O tratamento deverá ser indicado pelo médico-veterinário que poderá receitar medicamentos orais e pomadas ou outros tratamentos tópicos para auxiliar no desconforto do pet.
.::. Como agir caso o pet sofra uma escoriação?
As escoriações, que são os famosos “ralados”, costumam ser lesões de pele simples. Caso o animal sofra um pequeno arranhão, brincando na grama, por exemplo, é indicado higienizar a área lavando-a com água e um pouco de shampoo neutro, próprio para pets. Se a lesão for maior, ou o pet apresentar dor na região, poderá ser necessária a utilização de pomada antisséptica veterinária, que deverá ser indicada por um profissional. Em ambos os casos é importante manter a área limpa e coberta para que o pet não consiga lamber a ferida e para que ela possa cicatrizar.
.::. Como agir em caso de queimaduras?
Em casos de queimaduras, é indicado lavar a área afetada com água fria corrente por alguns minutos para resfriar e aliviar a dor. Não se deve utilizar pomadas ou receitas caseiras, apenas é preciso cobrir a região com uma atadura ou pano limpo molhado e levar o animal para avaliação profissional.
.::. Como agir em caso de choque elétrico?
Caso o pet sofra um choque elétrico, a primeira coisa a ser feita é retirar o equipamento ou fio da tomada, mas é importante tomar cuidado para não tocar no animal durante a descarga, pois há possibilidade de condução de corrente elétrica e consequente choque. Na sequência, verificar se o pet está consciente e qual o seu comportamento. Dependendo da intensidade da corrente elétrica, o animal pode sofrer graves queimaduras na boca ou patas, e até mesmo ter arritmia cardíaca. Por isso, é fundamental que ele seja levado imediatamente ao atendimento veterinário mais próximo.
.::. Como agir caso o pet apresente uma lesão com sangramento?
As lesões hemorrágicas são aquelas com sangramento ativo que podem ser causadas por mordidas, cortes ou perfurações. Nesses casos, conter o sangramento é importante, para isso, o tutor pode pressionar a região com gaze ou um pano limpo enquanto leva o pet ao veterinário, o procedimento ajudará a conter a perda de sangue. É importante ressaltar que caso haja algum objeto causando o sangramento, o tutor jamais deve tentar retirar o item, isso poderá agravar ainda mais o quadro do pet.
.::. Como agir caso o pet sofra uma fratura?
Comumente as fraturas ocorrem em caso de queda ou atropelamento. Em ambos os casos elas podem ser internas (quando não existe rompimento da pele), ou externas (quando os ossos ficam expostos). Caso o animal sofra uma fratura interna, o tutor pode tentar imobilizar a região para evitar que o pet se machuque durante o trajeto até o atendimento veterinário. Para isso ele poderá utilizar gaze ou atadura, esparadrapo e um objeto reto mais rígido para servir de apoio, como um papelão. Se a fratura for externa, é indicado apenas cobrir a região com uma atadura ou pano limpo. Em ambos os casos o tutor deverá buscar socorro imediatamente.
.::. Como agir se o pet for picado por um animal peçonhento?
Se for possível, o tutor deve tentar identificar o animal peçonhento que picou o pet, isso auxiliará no atendimento veterinário. É importante que o tutor não tente mexer no local onde o animal foi picado, muito menos que tente remover o veneno realizando algum corte ou perfuração. O pet deve ser levado imediatamente à clínica mais próxima para que receba o tratamento adequado.
Em muitos casos o tutor pode não estar presente na hora que o animal é picado. Nesse cenário é preciso estar atento caso o animal manifeste sintomas que indicam o contato com um animal peçonhento como: inchaço ou sangramento no local da picada, nas narinas ou gengivas, vômito, fraqueza, dificuldade respiratória, entre outros.
A gravidade do quadro irá depender do tipo de agressor, qual região acometida pelo veneno, a quantidade de veneno e o tipo de reação no organismo do animal. Por isso, caso note qualquer alteração no comportamento do pet, o tutor deve buscar ajuda com urgência.
.::. Como agir em caso de intoxicação por ingestão oral?
O primeiro passo é identificar o que causou a intoxicação. O produto, alimento ou planta, a quantidade ingerida e há quanto tempo o pet está apresentando sintomas. Essas são informações importantes que auxiliarão no atendimento veterinário.
Caso o tutor tenha carvão ativado em casa, ele poderá ministrar o mesmo ao pet, seguindo as orientações do fabricante. O carvão ativado reduz a absorção da toxina pelo organismo.
Outro ponto de atenção é que não se deve forçar o vômito do animal, pois a prática poderá agravar o quadro ou até mesmo gerar lesões no estômago e esôfago do animal. O pet deverá ser levado ao veterinário imediatamente, se possível junto com o item ou informação do que causou a intoxicação.
Sobre a Ceva Saúde Animal
A Ceva Saúde Animal é uma multinacional francesa, comprometida com o desenvolvimento de produtos inovadores para o mercado de saúde animal. A empresa, que está presente em mais de 110 países, foca sua atuação na produção e comercialização de produtos farmacêuticos e biológicos para animais de companhia e produção. Mais informações em: www.ceva.com.br
terça-feira, 19 de outubro de 2021
O que a pelagem diz sobre a alimentação do seu pet?
Uma boa alimentação, balanceada e nutritiva é fator predominante para a saúde da pele e pelagem dos animais
Nos últimos anos, os pets passaram a fazer parte do orçamento familiar. Essa importância que os humanos vêm dando a seus animais de estimação cresce a cada dia, principalmente devido às funções que eles exercem na casa: companhia, proteção, terapia, diversão, entre outras. O número de animais domésticos por família também aumentou, sendo que o Brasil tem hoje a segunda maior população de cães e gatos do mundo: 55,1 milhões de cães e 24,7 milhões de gatos. Isso implica no aumento da demanda do mercado Pet Food, que se desenvolve buscando, principalmente, saúde, bem-estar e longevidade aos animais. Os tutores se preocupam também com a aparência de seus pets, e para que eles tenham pele e pelagem brilhante, macia e sedosa, é preciso entender um pouco sobre as necessidades alimentares dos bichinhos.
A pele é o maior órgão do corpo, e desempenha funções importantes, como proteção contra agressões físicas, químicas e microbiológicas, e possui componentes sensoriais para percepções térmicas, de dor, tato e pressão. A pelagem protege o animal da luz solar e mudanças de temperatura. As células da pele e os pelos estão em constante renovação, por isso precisam de nutrientes específicos para sua manutenção, e uma excelente nutrição exerce papel essencial tanto para a prevenção de problemas cutâneos quanto para o tratamento de alguns problemas dermatológicos. Vimos em estudos que um em cada três cães apresenta problemas de sensibilidade, e 17% desses casos estão relacionados aos problemas de pele e pelagem.
Os alimentos completos e balanceados, indicados pelos médicos-veterinários como alimentos para o dia a dia do pet, são constituídos por ingredientes e aditivos capazes de atender integralmente suas exigências nutricionais, e podem ser apresentados em alimentos secos e úmidos. Os alimentos úmidos podem ser inseridos para os pets como fonte única ou associado ao alimento seco, trazendo muitos benefícios, como o aumento da ingestão hídrica e a diluição urinária, além de tornar o alimento muito mais palatável. A ingestão hídrica é tão importante quanto o fornecimento de uma alimentação balanceada.
Os nutrientes funcionais presentes nos alimentos completos e balanceados, como proteínas de alta digestibilidade e seus aminoácidos, as vitaminas A, C, E, e vitaminas do complexo B, ácidos graxos ômega 3 e 6, colágeno e zinco têm contribuições diretas e indiretas para a pele e pelagem dos animais. Esses nutrientes são indispensáveis para atender a alta demanda energética necessária para o suporte da produção celular dos tecidos, mantendo-os mais saudáveis e visualmente mais bonitos.
A primeira barreira protetora do corpo é o pelo, aproximadamente 95% constituído de proteína. Assim, a ausência de proteína faz com que os pelos fiquem opacos, quebradiços e propensos a caírem. Os ácidos graxos ômega-3 e ômega-6 apresentam propriedades anti-inflamatórias, dando suporte à barreira cutânea e nutrição extra para a pele. E a sua ausência pode causar pelagem seca e descamação.
O zinco também é de extrema importância, pois de toda a quantidade contida no organismo do animal, ao menos 20% são apresentados na pele. Ele modula as respostas inflamatórias e influencia a cicatrização das feridas. Assim, se houver uma deficiência de zinco, os pets podem apresentar escamação, crostas e quedas de pelo, principalmente nas regiões periocular e perioral.
A vitamina A desempenha um papel fundamental no crescimento e diferenciação das células, pois auxilia no processo de queratinização das células epidérmicas, sendo importante para a manutenção cutânea. A vitamina E, juntamente com o selênio, auxilia como um antioxidante para eliminar os radicais livres produzidos a partir dos raios UV. As vitaminas do complexo B, principalmente a Biotina, ajudam a manter a pele saudável e a pelagem exuberante. Assim sendo, sua falta pode causar alopecia facial.
O brilho da pelagem dos cães e gatos também está associado à qualidade do sebo produzido pelas glândulas sebáceas. Quanto melhor a qualidade do sebo, mais brilhante e sedosa estará a pelagem.
É dever dos médicos-veterinários instruírem os tutores para que o manejo alimentar dos cães e gatos seja adequado, evitando doenças, obesidade, desnutrição e, consequentemente, uma pelagem sem brilho e com queda intensa dos pelos. Entretanto, cada animal deve ter seu alimento específico, respeitando a idade fisiológica e espécie, e essa comida deve ser administrada em quantidades corretas para não haver excesso ou falta de nutrientes, garantindo dessa forma maior longevidade aos animais e muita beleza exterior.
Por Bruna Caroline Moraes, Médica - Veterinária | Consultora Técnica da Special Dog Company
Referências:
RIZELO, PRISCILA. O papel da nutrição para a saúde da pele e pelagem dos cães. Revista cães e gatos, Sorocaba, v. 18, n. 261, p. 46-47, mai. 2021.
SALZO, P.S.; LARSSON, C.E. Hipersensibilidade em cães. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec., v.61, n.3, p.598-605, 2009.
NOGUEIRA, P. SILVA. Dermatose responsiva à biotina em cão. Ciência Rural, Santa Maria, v.40, n.3, p. 682-685, mar, 2010.




