quarta-feira, 11 de maio de 2022

Importantes sinais de alerta de que seu gato não está bem

 



A natureza discreta e independente do animal prejudica a percepção de sinais e sintomas

Por serem predadores natos, os felinos são conhecidos pela sua independência e personalidade discreta, mas estas duas características também podem ser um problema quando pensamos na saúde dos gatinhos.

“Na maior parte das vezes a gente só percebe que algo não está legal com o felino quando o quadro já está mais avançado.”, conta a médica veterinária gerente da linha de Pets da Ceva Saúde Animal, Nathalia Fleming. “Os sinais iniciais de que alguma coisa não está bem com o gatinho são muito discretos e facilmente confundidos com um dia ruim ou um pequeno mal-estar do animal”, diz.

Assim como na saúde humana, quanto mais cedo os problemas de saúde são diagnosticados e tratados, maiores são as chances de sucesso e de cura dos felinos. Veja abaixo alguns sinais importantes de que seu gato pode estar com algum problema de saúde:
 
1. Se esconde com frequência

Os felinos gostam de se esconder para as suas sonecas ou simplesmente para os momentos que desejam “ficar sozinhos”, mas quando eles começam a passar mais tempo escondido do que o habitual é sinal de que alguma coisa pode não estar muito bem. Este pode ser um sinal de mal-estar, dor ou medo.
 
2. Caixinha de areia muito suja ou muito limpa

Observar a urina e as fezes é uma ótima forma de monitorar a saúde dos felinos, e a caixa de areia é a melhor ferramenta para fazer isso. Algumas vezes a caixinha de areia pode permanecer mais limpa que o normal porque o felino não consegue chegar até ela, urinando em vários pontos diferentes da casa. Sinal de alerta importante de que ele precisa ser examinado por um médico-veterinário.
 
3. Dificuldade de movimentação e mudança de comportamento

Os bichanos são conhecidos por suas habilidades físicas para saltar grandes alturas e superar obstáculos em geral. A dificuldade de saltar, correr e se esticar é um sinal de alerta de que alguma coisa no sistema locomotor (ossos, músculos e articulações) ou no sistema neurológico precisa de atenção.
Muitas vezes essas dificuldades só são percebidas quando os felinos mudam o comportamento e começam a passar mais tempo no chão do que sobre os móveis. Estimular os felinos a exercerem seu comportamento natural e se exercitar é uma boa forma de observação.
 
4. Falta de higiene

Gatos são animais muito limpos, gostam de tomar seus banhos diários e alguns passam horas fazendo sua própria higiene. Quando os felinos começam a apresentar sinais de descuido com a própria aparência, com pelos sujos e cheirando mal, é sinal de alerta máximo e o tutor deve buscar auxílio veterinário assim que possível!
 
5. Agressividade

Alguns felinos são menos sociáveis do que outros, mas se você tem um felino que sempre foi tranquilo e sociável e, de repente, começou a apresentar comportamento agressivo com os humanos ou animais que já convivia, ele pode estar vivenciando alguma dor ou desconforto.

Além destes, outros sinais também são importantes e indicam que o gato precisa de atendimento veterinário, como vômitos frequentes, queda de pelos, dificuldade para urinar, pele e olhos amarelados, vermelhidão nos olhos, secreção nasal e apatia.

Conhecer bem a rotina e personalidade do felino e estar atento às mudanças comportamentais, por mais sutis que sejam, é a melhor forma de cuidar da saúde do pet.

Sobre a Ceva Saúde Animal

A Ceva Saúde Animal é uma multinacional francesa, comprometida com o desenvolvimento de produtos inovadores para o mercado de saúde animal. A empresa, que está presente em mais de 110 países, foca sua atuação na produção e comercialização de produtos farmacêuticos e biológicos para animais de companhia e produção. Mais informações em: www.ceva.com.br.

terça-feira, 15 de março de 2022

Março Amarelo - um alerta sobre Doenças Renais nos pets


A doença renal é silenciosa, por isso é importante a conscientização e cuidados.

A campanha Março Amarelo na veterinária foi criada para alertar os tutores de pets sobre a importância dos cuidados e prevenção das doenças renais. A doença renal é silenciosa e não tem cura. Apesar de ser muito importante nos cães e gatos idosos, a prevenção e acompanhamento devem ser feitos desde quando jovens.

“O rim é um órgão fundamental para o funcionamento adequado do organismo. Ele é responsável pela filtração do sangue e atua eliminando as toxinas (amônia, uréia e ácido úrico) através da produção de urina, secreta hormônios importantes para a saúde em geral e mantém o equilíbrio de água e eletrólitos como sódio e potássio”, explica Priscila Brabec, médica veterinária e gerente de Produtos de Nutrição da Avert Saúde Animal.

A chamada insuficiência renal é classificada de duas formas: Insuficiência Renal Crônica, que é processo de envelhecimento e geralmente fica mais evidente em animais idosos e a Insuficiência Renal Aguda, que pode ser provocada por fatores externos/genéticos.

“A maioria dos casos está relacionada com o envelhecimento do pet, mas é importante destacar que a doença renal não escolhe idade! Ela também pode ser desencadeada por fatores genéticos, ser consequência de uma doença prévia como hipertensão ou diabetes, inflamações, infecções ou mesmo por exposição à agentes tóxicos e certos medicamentos”, conta Priscila.

Na Insuficiência Renal Crônica, os primeiros sintomas aparecem lentamente e no início podem até passar despercebidos, como perda de peso progressiva, vômitos, aumento do volume de xixi. Já nos quadros de Insuficiência Renal Aguda os sintomas são repentinos e mais intensos, incluindo também vômito, febre, diarreia e sede excessiva.

“Com o aumento da expectativa de vida dos animais, o aumento de casos de doenças renais é uma realidade já observada. Na maioria dos casos, a doença renal é progressiva e degenerativa, mas apesar de não ter cura, ela pode ser controlada e o pet ter uma boa qualidade de vida, com acompanhamentos mais frequentes no veterinário e mudanças de dieta”, esclarece.

A melhor forma de prevenir a Doença Renal é fazer visitas periódicas no médico veterinário, estimular a ingestão de água limpa e fresca, oferecer uma alimentação balanceada e manter o pet ativo com brincadeiras/passeios.

“Março Amarelo é um alerta sobre a importância do acompanhamento frequente com um médico veterinário e da realização periódica dos exames. Quanto mais cedo as alterações renais forem diagnosticadas, melhores são as chances do pet manter sua qualidade de vida e longevidade”, finaliza Priscila.
 
Sobre a Avert Saúde Animal
Avert Saúde Animal é uma divisão da inovadora farmacêutica Biolab e atua no mercado veterinário desde 2013 com o compromisso de colaborar com o acesso às melhores práticas farmacêuticas, para o desenvolvimento contínuo da medicina veterinária brasileira. Possui em sua linha: medicamentos, nutracêuticos e dermocosméticos para cães e gatos e o investimento em tecnologias de produção e busca pela inovação para a saúde e bem-estar animal é constante. Acesse: www.avertsaudeanimal.com.br

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Dores em gatos: saiba como identificar

O hábito dos felinos esconderem sinais clínicos pode atrasar a detecção de doenças e comprometer o tratamento

Os gatos foram domesticados há cerca de 10 mil anos, mas ainda carregam o instinto dos seus antepassados, que viviam vulneráveis em florestas e precisavam demonstrar agilidade e força para não se tornarem alvo dos predadores. Por este motivo, mascarar os sinais que vão evidenciar um quadro de dor é a forma de defesa do felino não demonstrar fraqueza no ambiente em que vive.

E como é possível identificar quando um gato está sentindo dor ou desconforto? A dica é ficar atento a qualquer mudança no comportamento do animal. A falta de apetite é um dos primeiros indicativos que o gato pode estar sentindo algum tipo de dor. Ficar quieto, se isolar, alterar hábitos alimentares e de higiene, também podem ser indícios de desconforto. A médica veterinária da rede de farmácias de manipulação veterinária DrogaVET, Alessandra Farias, explica: “Quando o gatinho que era amoroso já não gosta mais de receber carinho e fica mais agressivo ou quando perde o interesse de brincar, por exemplo, alguma coisa errada está acontecendo”.

Dificuldades de locomoção, muitas vezes, estão relacionadas a doenças que causam inflamação nas articulações do gato e provocam dor.  Se perceber que o bichano tem dificuldade de saltar, subir e descer móveis, é possível que esteja sentindo algum tipo de incômodo.  É fundamental prestar atenção na rotina do animal e observar se os seus movimentos estão diferentes, como andar curvado ou mudar a posição de dormir. “A doença articular degenerativa (DAD), caracterizada pela degeneração e inflamação nas articulações, é a causa mais comum de dor crônica em gatos, prejudicando muito a qualidade de vida dele”, esclarece a veterinária.

Mudanças no ato de urinar também são importantes sinais de que algo não vai bem. Quando o gatinho vai até a caixa de areia e não consegue urinar ou urina em pouca quantidade ou em locais inapropriados, são indícios de uma provável cistite, inflamação na bexiga que pode causar obstrução da uretra e micção dolorosa. Alteração de apetite e aumento da sede podem estar relacionados a outros problemas renais, que geralmente provocam dor conforme o avanço da doença, mas que precisam de um diagnóstico mais precoce possível para o devido tratamento e acompanhamento.

A veterinária comenta ainda que, ao sentir dor, o bichano também pode apresentar perda de peso, depressão, se lamber excessivamente e ter sensibilidade ao ser tocado em determinada região do corpo e alerta que somente o médico veterinário é capacitado para fazer um diagnóstico, por meio de uma análise clínica e exames e, na sequência, direcionar o pet para o tratamento adequado e seguro.“O gatinho pode sentir dor ou desconforto por vários motivos e cada caso é um caso. Como nós seres humanos, os pets precisam passar por consultas veterinárias de forma periódica, porque também podem ser acometidos por doenças infecciosas, degenerativas, articulares, distúrbios gastrointestinais, doenças de pele, entre outras”, comenta.

 Mais conforto aos pets

Além de conseguir identificar que algo não vai bem com o bichano, outro desafio para os tutores é medicá-los. Para isso, os medicamentos manipulados têm sido uma alternativa para facilitar o tratamento. “Formas farmacêuticas diferenciadas e manipuladas com o sabor de preferência do gato reduzem o estresse do animal, que geralmente não aceita comprimidos e tenta se defender no momento de ingerir a medicação. O filme oral, por exemplo, pode ser colocado no céu da boca, onde o medicamento é absorvido rapidamente. A pasta oral pode ser colocada na boca ou na pata do animal para ele lamber. E as caldas e molhos, colocados sobre a ração ou alimento úmido”, comenta a veterinária. “Mas vale ressaltar que qualquer diagnóstico e tratamento só podem ser indicados por um médico veterinário”, completa.

Sobre a DrogaVET

A DrogaVET está sempre em busca de soluções no segmento de manipulação veterinária, respeitando integralmente todos os princípios éticos que regem a produção de medicamentos e a sua aplicabilidade em animais. Pioneira no segmento de farmácias de manipulação, a rede, que surgiu em 2004, já conta com mais de 55 unidades nas principais cidades brasileiras, unindo tecnologia, inovação e o conhecimento de uma equipe altamente especializada de farmacêuticos e veterinários.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Cuidados com os gatos idosos

 


A maior longevidade dos gatos domésticos exige cuidados mais específicos para manter a saúde e qualidade de vida destes pets

Gatos são animais discretos capazes de disfarçar sensações e desconfortos como estratégia instintiva. Com o aumento da longevidade dos pets, os tutores de felinos têm acompanhado mais de perto o envelhecimento do felino, processo natural que inclui algumas necessidades de cuidados específicos.

Por mais saudável que seja, o processo de envelhecimento traz consigo diversas mudanças fisiológicas e de comportamento que devem ser compreendidas e atendidas pelo tutor do pet. Para falar mais sobre o assunto, o médico veterinário Alexandre Daniel, especialista em medicina felina, trouxe algumas dicas importantes para a qualidade de vida e bem-estar do felino sênior:

1 - Visitas ao Médico Veterinário

Para garantir que o envelhecimento do pet está sendo um processo saudável, é importante aumentar as visitas ao médico veterinário para no mínimo 1 visita a cada 6 meses, principalmente para os gatos acima dos 10-12 anos de idade. Essa necessidade existe devido as alterações que são observadas no pet, como a diminuição da massa muscular (sarcopenia), redução da acuidade visual e auditiva, menor sensação de sede e maior tendência à desidratação, e alterações no metabolismo digestivo, que podem exigir mudanças na dieta. Sem contar as alterações cognitivas (o “Alzheimer felino”) que podem ser confundidas com processos patológicos por promover mudanças de comportamento no animal.

Algumas doenças apresentam alterações semelhantes às observadas no processo natural do envelhecimento, por isso é importante que o acompanhamento do felino seja feito de forma contínua e por um profissional habilitado. A detecção de problemas na fase inicial possibilita intervenções e acompanhamento específico, dedicado a melhorar a expectativa e a qualidade de vida do animal.

2 – Atenção redobrada às doenças mais comuns nos felinos idosos

Mais da metade dos gatos acima de 14 anos apresenta doença renal crônica, na maior parte das vezes com sintomas iniciais sutis e quase imperceptíveis pelos tutores. Observar a rotina do animal, tanto a ingestão de água quanto a frequência urinária é importantíssimo nesta faixa de idade.

Cerca de 90-95% dos gatos acima de 12-14 anos apresentam doenças articulares, sendo a causa mais comum de dor em gatos. As principais manifestações estão relacionadas às alterações de mobilidade e mudança no comportamento em casa.

3 – Principais mudanças de comportamento dos gatos idosos

Algumas alterações cognitivas são frequentes nesta faixa estaria, assim como a alteração do ciclo de sono. Ainda assim, é esperado que gatos saudáveis e sem dor continuem a exercer suas atividades rotineiras e exibir o seu comportamento natural em casa. Felinos idosos e saudáveis também arranham, se esticam, pulam e brincam!

4 – Evite mudanças no ambiente

Gatos são animais de rotina, por isso manter a casa como eles estão acostumados é fundamental para a tranquilidade do felino idoso, principalmente nos casos em que já existe uma menor acuidade visual.

Nos casos dos pets com diminuição de mobilidade por dor osteoarticular, a adaptação da casa é importante, sempre visando facilitar o acesso às caixas de areia e vasilhas de água e comida. Janelas, beirais e outros locais frequentemente utilizados pelo gato também podem ser adaptados para que ele possa continuar com sua rotina e comportamentos naturais.

5 – Dieta equilibrada

Doenças gastrointestinais crônicas também são bastante observadas na clínica médica com animais sêniores, por isso é muito importante seguir uma dieta equilibrada recomendada pelo médico veterinário. Em alguns casos, a utilização de suplementos específicos corretamente prescritos pelo médico veterinário do felino podem ser adjuvantes importantes para o melhor envelhecimento do pet.
 
Sobre a Avert Saúde Animal:

Avert Saúde Animal é uma divisão da inovadora farmacêutica Biolab e atua no mercado veterinário desde 2013 com o compromisso de colaborar com o acesso às melhores práticas farmacêuticas, para o desenvolvimento contínuo da medicina veterinária brasileira. Possui em sua linha: medicamentos, nutracêuticos e dermocosméticos para cães e gatos e o investimento em tecnologias de produção e busca pela inovação para a saúde e bem-estar animal é constante. Acesse: www.avertsaudeanimal.com.br

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Pets na piscina: uma diversão que merece atenção e cuidados especiais


Você sabia que o afogamento é a maior causa de mortes não intencionais de crianças no Brasil? Considerado um grande vilão da saúde pública, esses acidentes não atingem somente os pequenos, mas também os animais de estimação. Por não se dar a devida importância ao fato é até difícil encontrar dados de quantos pets se acidentam em piscinas no Brasil. Porém, há um grande número de tutores que buscam atendimento veterinário por esse motivo. Pensando nisso, a veterinária da Nutrire, indústria de alimentos para cães e gatos, Dra. Cecílie Papais, faz alguns alertas e dá dicas de como proteger nossos melhores amigos.

“O primeiro ponto é desmistificar essa história de que os pets sabem nadar. Alguns até podem fazê-lo logo que caem, mas a exaustão por não encontrar uma saída fácil é a principal causa de óbito. Além disso, algumas raças, como as de cães de focinhos curtos  tendem a afundar com muito mais rapidez do que outras”, conta. A especialista também alerta para outra causa de óbito em cães de raças grandes, que é a torção gástrica. O problema ocorre quando o animal se alimenta em um tempo muito próximo à atividade. “O ideal é dar um espaço de duas ou três horas entre uma coisa e outra”, conta.

Manter cercas em volta das piscinas ou telas sobre elas são iniciativas simples que podem evitar muitos acidentes. “Acredite, alguns animais podem se jogar na água porque não têm a noção da gravidade que enfrentarão”, acrescenta Cecílie. Não pense que se a piscina possui escada ou rampa é mais segura para os pets. “Os animais molhados pesam mais, o que dificulta bruscamente a saída da água. Há famílias que têm o hábito de aproveitar esses momentos com seus pets. Se o cachorro gosta da aventura não tem problema algum, mas lembrem-se de mantê-lo sempre seguro.”, explica.

Para os apreciadores da brincadeira, a indicação é utilizar um colete salva-vidas próprio para cães. No entanto, o mais importante ainda é a supervisão integral do que seu pet faz dentro da piscina. E não esqueça: quando a brincadeira acabar, o acesso do animalzinho sozinho à área do reservatório deve ser proibido”, diz a especialista da Nutrire. Outra dica fundamental para manter o cãozinho saudável é retirar todo o cloro do corpo do pet depois do banho na piscina. “O cloro é prejudicial à pele do animal, bem como o sol em excesso. Há produtos específicos para evitar queimaduras específicas sendo vendidos em petshops, evite utilizar o protetor solar humano no seu melhor amigo”, indica. Além disso, a Dra. Cecílie aconselha que a diversão ocorra em horários onde o calor é mais ameno.

“Tanto para crianças, como para nossos pets, a prevenção continua sendo o melhor remédio. “Cuidar é um ato de amor com qualquer animal. Essa é a premissa essencial para que todos os tutores protejam e mantenham seus bichinhos saudáveis”, finaliza.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Especialista em comportamento animal dá dicas de como aproveitar com maior segurança o final de ano com seu pet.


Cleber Santos ensina como preparar o seu pet para viajar, como protegê-lo do estresse dos fogos de artifício, e o que considerar antes de presentear um animal a alguém.

Com as festas de final de ano se aproximando e a crescente diminuição da pandemia, muitas famílias estão se planejando para encontros, viagens e passeios. Em muitos casos, isso inclui também os animais de estimação que, cada vez mais, se tornam membros da família.

O especialista em comportamento animal Cleber Santos, CEO da Comport Pet – empresa especializada em serviços de Day Care e adestramento, dá dicas para preservar a saúde do seu pet e aproveitar as festividades.

Cuidados ao viajar com os pets

Se você vai se locomover com seu animal de estimação nesse final de ano, fique atento à preparação e regulamentação de segurança em viagens, seja de carro ou de avião.

“Ao viajar de avião, muitas pessoas se preocupam com a documentação, registros, vacinas entre outras burocracias. Mais importante que isso, é essencial se preocupar como esse animal vai se comportar durante duas, três horas ou até mais, viajando sozinho em uma caixa de transporte”, comenta Cleber. Em 2021, foram noticiadas mortes de cães em transportes aéreos, por isso, para evitar fatalidades é muito importante que o tutor prepare o seu animal.

.:. Faça uma adaptação à caixa de transporte. Essa caixa precisa ser inserida como parte do ciclo diário do animalzinho antes da viagem, ou seja: garantir que ele consiga entrar e sair da caixa sozinho sentindo segurança, deixá-la presente no momento dele dormir, no momento da alimentação, criando associações positivas. Pegar um animal que nunca usou a caixa de transporte e de repente trancá-lo por horas, pode ocasionar uma sensação de desconforto e estresse. Isso afeta sua respiração e também a sua parte sanguínea, podendo levar à uma parada cardíaca.

.:. A dimensão da caixa de transporte é muito importante: O cão ou gato precisa conseguir ficar tanto de pé, quanto conseguir fazer um círculo de 360°, para que consiga se movimentar, se esticar, e ter um espaço confortável.

.:. Antes da viajem, o animal precisa ter uma boa alimentação sem excessos. Não estar com o estômago cheio, para evitar que em uma situação de estresse ele passe mal e se engasgue com o próprio vômito.

.:. Especificamente para os cães, o ideal é que façam passeios, caminhadas, ou até que fiquem em uma Day Care brincando bastante no dia anterior à viagem, para que ele tenha um gasto de energia adequado antes da hora do voo.

.:. Deixar à disposição (durante o voo) brinquedos, estímulos e objetos para roer, para que ele passe o tempo se distraindo e interagindo com esses objetos que estarão junto dele na caixa.

Se você vai viajar de carro com o seu gato, mantenha-o sempre na caixa de transporte. Se for com seu cão, independentemente do tamanho, é importante não permitir que ele fique solto andando pelo carro.

Muitos cães, quando fixados com o cinto de segurança pet no banco traseiro, ficam agitados e latindo. “Apesar de ser um barulho incômodo, o dono não deve ceder, pois isso pode ocasionar graves acidentes de trânsito. O cachorro pode alcançar os pés do condutor, entrar no volante, ou colocar a cabeça para fora da janela e acabar pulando por ver alguma coisa fora que chamou sua atenção. Portanto, siga sempre a regra do uso do cinto de segurança pet, que é o regulamentado pela lei de transporte de animais”, completa o especialista.

Atenção aos fogos de artifício!

É sabido que os cães e gatos são mais sensíveis aos sons de fogos de artifício, e muitas vezes desencadeiam problemas físicos e emocionais no momento da queima, como por exemplo episódios de vômito, ansiedade/medo, convulsões e taquicardia (o que aumenta mais ainda para aqueles animais que apresentam cardiopatias).

O problema é tão grave que já existe um projeto em análise no senado (PL 2130/2019), que estabelece limites de emissão sonora para os artefatos. Porém, até a lei ser aprovada é necessário que cuidemos adequadamente de nossos animais de estimação.

O especialista dá dicas de como amenizar o estresse.

.:. O ideal é prepará-lo com antecedência. Para os cães, você pode colocar um áudio com o som dos fogos de artifício e treinar os comandos enquanto o cão escuta o som. Treine o senta, fica, deita, entre outros comandos, aumente o som de maneira gradativa e veja como seu cão se comporta.

.:. Também é importante demostrar estar relaxado e seguro no momento da queima, pois caso o animal perceba que você também sente medo, a situação irá se agravar.

.:. Deixe seu cão ou gato ficar em um local no qual ele se sinta seguro, longe de portas e janelas de vidro, piscinas, rotas de fuga, e tudo o que represente um risco.

.:. Uma maneira de aliviar a altura do barulho na hora H, é colocando chumaços de algodão no ouvido do seu animal.

.:. Em casos de cães e gatos com uma pré-disposição a cardiopatias ou convulsões, você pode recorrer a calmantes naturais. Peça ao veterinário que receite um para seu pet, eles são facilmente encontrados em pet shops.

.:. No dia da queima, tire algumas horas para gastar a energia do seu animal. Faça brincadeiras de gasto energético com seu gato, ou faça um bom e longo passeio com seu cão e brinque bastante, desta maneira eles estarão menos atentos aos barulhos por conta do cansaço.

Animal não é “presente”

É bem comum com a chegada das festas do final de ano, algumas pessoas escolherem um pet como um presente “fofinho”.

“É preciso considerar no momento da escolha, pontos como o porte (no caso dos cães), grau de energia e temperamento, e tempo de vida. Algumas raças de cães vivem mais de 15 anos, alguns gatos, mais de 20! A escolha errada ocasiona em animais que não se encaixam com a família, facilitando o abandono”, aconselha Santos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), somente no Brasil existem mais de 30 milhões de animais abandonados, sendo 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães.

“O Brasil aprovou a lei (PLC 27/2018) a qual declara que animal não é coisa, reconhecendo os animais como seres com emoções e passíveis de sofrimento. Ou seja, antes de adotar um animal de estimação nesse natal, reflita sobre a responsabilidade que estará assumindo também diante da sociedade. Evite ceder à pressão de uma criança caso perceba que foge à realidade do tutor, e entenda que nem todos estão preparados para ter um pet, embora até simpatize com a ideia”.

Cleber Santos é adestrador e especialista em comportamento animal. Recebe cerca de 500 animais semanalmente em sua Day Care, além de ser o criador da Universidade Comport Pet para empreendedores, que já atendeu 400 alunos só em 2021.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Ansiedade, depressão e autoflagelo em PETs - Como diferenciar e buscar ajuda


Após dois anos de convivência diária com os donos, pets podem entrar em quadros crônicos de depressão e autoflagelo por se sentirem abandonados. Especialista em comportamento animal orienta como fazer uma transição responsável com eles para o período pós-pandemia

Para cada 10 pets, quatro apresentam algum quadro de ansiedade, depressão ou autoflagelação. Essa é a média relatada por Cleber Santos, especialista em comportamento animal, e CEO da Comport Pet, que recebe cerca de 500 cachorros, gatos e demais animais domésticos nos chamados serviços de Day Care, hotel e adestramento.

Dody Martins é dona de Mickey, um cão sem raça definida. Depois de quase dois anos juntos em confinamento, Dody retornou ao escritório. Após alguns dias, percebeu mudanças no Mickey. “Ele não comia, nem bebia água direito, se coçava e se mordia a noite toda. Levei ao veterinário, que passou um creme para a dermatite causada pelas feridas. Ele não parou. Fui alertada de que poderia ser emocional. Não sabia que cães tinham problemas de saúde mental”, explica a dona que começou a seguir alguns ritos para acalmar o ‘filho’.

Segundo o especialista em comportamento animal, os cães, principalmente, estão enfrentando transtornos mentais devido à interrupção abrupta de um período no qual o vínculo afetivo com os donos foi extremamente fortalecido. “Assim como para as crianças, é preciso um cuidado especial para tratar essa história, de preferência, com estratégias orientadas para essa transição”, explica.

Tristeza x Depressão e Autoflagelo

O especialista alerta que o agravamento da ansiedade para um quadro depressivo é comum, visto que nem sempre são percebidos os sinais de socorro do animalzinho. Mudanças de comportamento, como desobediência, agressividade ou agitação podem ser encaradas pelos donos como atitudes para “chamar a atenção”.

Para Santos, é fundamental saber diferenciar a tristeza da depressão entre os pets. Ele explica que, no quadro depressivo, são apresentados sintomas como falta de apetite; apatia; inatividade; pouca afetividade; sono excessivo; falta de vontade de brincar. Ele também pode se esconder do dono ou se tornar agressivo.
Assim como a depressão, o autoflagelo é um transtorno emocional que pode ser causado pela ansiedade. Comportamentos de autodestruição como se morder ou se lamber em excesso ao ponto de causar machucado, ou fazer as necessidades fora do lugar são manifestações típicas desse estágio.

Nesses casos, o recomendado é buscar ajuda profissional de um especialista em etologia, zoopsiquiatria ou medicina veterinária comportamental. Entre tratamentos nessa linha estão a musicoterapia; a aromaterapia; a cromoterapia, assim como o enriquecimento ambiental - atividades que trabalham a parte cognitiva do animal, despertando novos sensores e melhorando seu estado mental.
   
Como preparar seu pet nessa transição

Comece a adaptar seu animal de estimação, revivendo os mesmos rituais de antes: idas e vindas ao trabalho e a compromissos. O objetivo é prepará-lo emocionalmente para essa separação.

.:. Antes do retorno definitivo ao escritório, tente fazer um horário de trabalho, como se você estivesse no presencial. Escolha um cômodo para o home-office, com a porta fechada, sem comunicação visual e sem acesso ao pet.

.:. Ao sair de casa: não transforme esses momentos em despedidas. De preferência, deixe perto dele uma roupa com o seu cheiro.

.:. Previamente, ofereça atividades individuais para o seu animal e as deixe espalhadas em vários cômodos da casa.

.:. Veja se algum amigo ou alguém da família pode visitá-lo na hora do almoço.

.:. Quando chegar, não faça “festa” como se fosse um marco a ‘hora da chegada’. Isso contribui para o aumento da ansiedade no animal.

.:. Na convivência, não adianta apenas estar por perto. É importante oferecer tempo de qualidade. Estar conectado com ele, brincando ou fazendo carinho.

.:. No caso de cachorros, crie horários diários de passeio, pelo menos 2 vezes ao dia, para que possam farejar e interagir com outros cães.

.:. Estímulos mentais são tão importantes quanto exercícios físicos. Realize joguinhos de inteligência, como tirar comida de dentro de um brinquedo interativo.

“Infelizmente, está crescendo o índice de abandono de pets nesse momento de retorno ao escritórios ou escolas. Muitos donos alegam não ter condições de manter um animal sem estar em casa, principalmente aqueles que compraram ou adotaram durante a pandemia. A falta de adaptação às mudanças não pode ser desculpa. É preciso paciência, planejamento e, além de tudo, amor. Animal não é objeto. É preciso cuidar deles, sobretudo de seu equilíbrio e bem-estar”, frisa o especialista.