quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Saiba os motivos da queda de pelo em animais de estimação


A queda de pelos em animais pode ser resultado de vários fatores. Desde causas naturais, como a troca de pelagem de acordo com as estações do ano, até patológicas, normalmente acompanhadas de vermelhidão na pele. E descobrir a causa dessa queda é o primeiro passo para saber como lidar com o problema.

Em cães, é normal que a queda ocorra de forma moderada durante todo o ano, mas existem dois momentos em que esta troca acontece com mais intensidade. Como a pelagem funciona como reguladora de temperatura do corpo, precisa se adaptar às condições oferecidas em cada estação, aumentando sua troca no verão e no inverno. Outra causa natural, específica em fêmeas, é a queda de pelos recorrente de hormônios sexuais. Após o cio ou o parto, por exemplo, a queda tende a aumentar.

Já no caso dos gatos, a veterinária Alice Aranha explica que, para raças de pelos mais longos, a perda é proporcionalmente maior em relação aos de pelame curto e que, em caso da permanência dos pelos soltos, os gatos tendem a se lamber, causando um acúmulo no trato digestório, mais conhecido como 'bola de pelo'.

Mas é preciso estar atento, pois a queda pode estar diretamente relacionada à saúde do animal. Confira as principais causas patológicas de queda de pelo em animais:

- Estresse agudo: animais que passem por situações de estresse, como mudanças, viagens ou perda do dono.

- Parasitas: piolhos, pulgas e carrapatos podem resultar em doenças como a sarna, frequentemente associadas à coceira;

- Desordens hormonais: hipotireoidismo, por exemplo, doença frequente em algumas raças, causa alterações de pele e pelos.

- Alimentação desbalanceada: alergias alimentares ou de contato também podem ocasionar alterações nos pelos.

Escovação
Nathalia Roman, estudante de Sorocaba, conta que, desde que adotou sua gatinha Felícia, a queda de pelos se tornou um incômodo. "Ela sempre teve queda e sempre na mesma quantidade, mas o que me incomodava mesmo é que, além de cair por toda a casa, ela ingeria muito pelo".

A veterinária explica que, para quedas naturais, uma simples escovação diária é o bastante para resolver o problema de renovação de pelos. E foi assim que a estudante ficou livre do desconforto.

Nathalia conta que experimentou algumas técnicas caseiras para tentar amenizar o problema, mas foi a partir de pesquisas na internet que descobriu o produto certo para suas necessidades. "Tentei retirar os pelos superficiais com luvas de borracha, mas não resolveu. Foi então que, vendo vídeos de dicas na internet, descobri uma escova que superou minhas espectativas. Além de me livrar dos pelos mortos, descobri que a Felícia adora ser escovada", comenta a estudante.


http://raulzito3.wixsite.com/tratocerto

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Como cuidar de uma tartaruga em casa?


Tartarugas sempre foram populares como animais de estimação. Muitos proprietários descobriram da maneira mais difícil que as tartarugas não são fáceis de cuidar e nem animais de estimação de baixa manutenção.

O que esperar de uma tartaruga como animal de estimação?

Tartarugas são um compromisso de longo prazo. Tartarugas que são bem cuidadas podem ser esperadas para viver por 50 anos (algumas espécies podem viver até os 100!). Todas devem ter exposição à luz ultravioleta através da utilização de lâmpadas que produzem raios UVA/UVB (ou seja, as destinadas à manutenção réptil) ou através de exposição natural ao sol.

A maioria das tartarugas cresce bastante e precisam correspondentemente de grandes tanques ou caixas. A maioria das tartarugas vive melhor e mais saudável se tiverem um espaço no exterior da casa para viverem, sejam elas aquáticas ou terrestres. Elas também precisam de uma variedade de alimentos, incluindo vegetais frescos e frutas. Mesmo para as espécies onde o alimento em ração estiver disponível, este só deve fazer-se uma parte da dieta.

Grandes tartarugas podem produzir uma grande quantidade de resíduos, e pode ser bastante bagunça e sujeira. Algumas espécies precisam hibernar, o que às vezes é bastante estressante para a tartaruga.

Mais importante, as tartarugas não são boas para crianças e jovens devido a quantidade de cuidados de que necessitam e o risco potencial de infecção por Salmonella.

O que uma tartaruga precisa para sobreviver?

Temperatura adequada, qualidade da água e alimentação são aspectos importantes de manter a saúde de tartarugas aquáticas, semi- aquáticas e as terrestres. Uma vez que este não é um animal que necessita de muito exercício e nem muita observação, é um bom animal de estimação para aqueles que vivem vidas ocupadas, mas ainda querem algo vivo em sua casa quando eles chegam do trabalho.

O habitat da tartaruga

Configure dois terços do aquário de sua tartaruga para a natação e um terço para terra/sol, utilizando uma fonte de luz ultravioleta de espectro total. Aquecimento é fundamental para a secagem e prevenir problemas para a tartaruga. Se você tiver uma tartaruga em espaço aberto, tenha certeza que há um ambiente onde a lâmpada pode ser instalada para os meses mais frios.

Temperatura correta

Mantenha a temperatura em 25 a 35 graus C para a tartaruga. Use um aquecedor de aquário, quando necessário. Tartarugas tornam-se lentos e param de comer em baixas temperaturas.

Manter a água limpa para evitar problemas de saúde

Use um sistema de filtragem do aquário para manter a qualidade da água ideal. Se você tem tartarugas em espaços abertos, tenha certeza de deixar os espaços com água sempre limpa e se tiver um lago artificial, que haja água corrente.

Mantenha o ambiente limpo

Impeça que o ambiente de sua tartaruga torne-se, limpando logo que possível. Acúmulo fecal e de outros resíduos pode causar problemas de saúde para você e para a tartaruga. Limpe o aquário inteiro ( incluindo o sistema de filtração), pelo menos uma vez por mês. Lagoas limpas ou grandes recintos onde o animal passa o tempo, pelo menos, a cada três a seis meses.

Alimentação da tartaruga

Ofereça uma dieta comercial completa feita especificamente para as tartarugas. Verifique com especialistas para as necessidades dietéticas e quantidades exatas para sua espécie.

Complementar a dieta com lanches apropriados como minhocas, crustáceos, peixes pequenos, filhotes de rato, algas, vegetação de folhas verdes e frutas. Estes são exemplos de alimentos adequados para tartarugas. Espécies aquáticas tendem a ser herbívoras, mas nem sempre é esse o caso.

Alimente seu pet duas a três vezes por semana em um pequeno tanque de armazenamento que seja separado do seu aquário normal, pois restos de comida podem atrair a doença. Se a tartaruga está em um espaço aberto, reserve um lugar apenas para colocar a comida, facilitando também a limpeza. Enxague sua tartaruga após uma alimentação com água levemente morna antes de devolvê-la ao seu aquário.

Considerações finais

Encontre um veterinário especializado em répteis, anfíbios e outros animais de estimação exóticos para prestar cuidados para sua tartaruga. Com ele, você vai solucionar dúvidas mais específicas e ainda, ter o suporte necessário para dar a melhor saúde a sua tartaruga e faze-la viver por anos a fio.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Animais de Estimação: Você sabe por que são tão bons para a saúde física e mental?


Não há nada mais prazeroso que dar e receber carinho. Um animal de estimação é como um bebê que nos necessita, e poder cuidar dele nos enche de amor. É justamente por isso que ter animais é ideal para a saúde: pois nos enchem de pensamentos positivos, nos fazem sentir bem com nós mesmos e nos ajudam a reduzir o estresse.

É verdade que ter um animalzinho em casa implica trabalho e dinheiro: é necessário que você se assegure de que ele está vacinado, saudável e alimentado. Se é um cachorro, devemos encontrar tempo para levá-lo para passear, e se é um gato, que tenha um ambiente adequado para que possa se sentir confortável.

No entanto, esse esforço não se compara aos benefícios que tem para a nossa saúde tanto física como mental.

Por que é bom ter animais?

Nos ajudam a aliviar a ansiedade e o estresse

Está cientificamente comprovado que fazer carinho em um animal de estimação nos relaxa, nos descontrai e nos gera sentimentos e pensamentos positivos.

Ao nos sentirmos menos ansiosos, deixamos de recorrer a substâncias nocivasque nos ajudam a diminuir as tensões, como o tabaco ou o fast food. Se você está procurando deixar de fumar ou abandonar um hábito nocivo para a sua saúde, ter animais pode ser de grande ajuda.

Por outro lado, existem muitos casos de casais que não podem conceber uma criança,  mas uma vez que compram um cachorro, se sentem menos ansiosos já que encontram um ser para dar poder lhes trazer carinho. Assim, ao baixar os níveis de ansiedade, conseguem a tão desejada gestação.

Aumenta a nossa auto estima: Nos fazem sentir acompanhados e queridos

Não há nada mais reconfortante que chegar do trabalho e saber que seu cachorrinho estará saltando de alegria assim que te ver entrar.

Animais são a melhor desculpa para fazer exercício

Um cachorro em casa nos obriga a levá-lo ao parque. Qual melhor desculpa para dar um passeio e treinar um pouco? Se você procura perder peso, sair para caminhar ou correr  com um cachorro é uma excelente atividade.

Animais nos ajudam a ser mais sociáveis

Sair para passear com seu cachorro pode ser uma incrível oportunidade para iniciar conversas no parque com outros que estejam o mesmo que você.

Bom exemplo para as crianças

Para os menores, ter animais é ideal para aprender valores positivos, como a responsabilidade e o cuidado com o outros.   

Tenha algumas considerações prévias na hora de escolher um animal de estimação

Quantas horas dedicar a ele?

Um gato é ideal para uma pessoa ocupada, já que não necessita tantos cuidados e pode ser feliz dentro de casa. Um cachorro precisa sair para passear diariamente. Você estaria disposto a leva-lo ao parque todos os dias?

Em todas as cidades há lugares onde podemos adotar gatinhos ou cachorros sem dono. Apesar de não serem de raça, nos darão o mesmo amor que qualquer animal com pedigree, e faremos feliz um animal de estimação que em outras condições estaria em uma carrocinha sozinho.

Muitos foram resgatados da rua ou de situações violentas. Se você tem muito amor para dar, o que está esperando para adotar um cãozinho?

Aonde deixaríamos nossos animaizinhos se viajássemos?

Quanto espaço poderíamos oferecer a eles?

Cães de raça pequenos são ideais para apartamentos, enquanto que as raças grandes poderiam se sentir desconfortáveis em lugares reduzidos.

Feitas essas considerações, não espere mais: não há nada mais saudável que dar e receber amor.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Se seu animal de estimação se comporta assim, leve-o imediatamente ao veterinário


Quando estamos doentes ou com alguma dor, somos capazes de pedir ajuda ou procurar algum médico. Mas infelizmente um animal não conseguem ter esse comportamento.

Ruídos diferentes, isolamento, e comportamentos estranhos podem indicar algum tipo de doença no seu pet. Vamos te ajudar a identificar esses sinais.

A lista abaixo traz alguns comportamentos que os animais podem apresentar quando estão com problemas.

Confira:

O animal que apresente comportamentos estranhos pode estar com algum problema. Post reúne uma lista de comportamentos que devem ser observados.

1. Esconder-se: se o seu animal começa a evitar contato e se esconder, pode ser sinal de alguma doença ou dano físico.

2. Apatia: se o seu pet se comporta dessa forma, isso pode ser um sinal de problemas cardíacos, doença de carrapato ou de outros parasitas.

3. Recusar alimentos: fique atento à falta de apetite, pois isto é sintoma de várias doenças.

4. Mudança de postura: se o seu animalzinho começa a ficar inclinado ou apresenta outras posturas, fique atento. Ele pode estar sentindo dor ou estar sofrendo com pedras nos rins.

5. Lamber-se em um único lugar: se você perceber que ele está se lambendo de forma tensa e agitada, procure um veterinário.

6. Distensão abdominal, flatulência, vômitos: esses sintomas podem indicar vermes ou distúrbios do sistema digestivo.

7. Falta de ar: pode ser sinal de estresse ou de problemas cardíacos.

8. Rosnado, miado lamentoso e choramingo: quando sentem dor, os animais agem de maneira hostil até com os donos. As causas podem ser desde uma inflamação à algo mais grave.

9. Desconforto na hora das necessidades: se você observar esforço ou algum ruído diferente, deve se preocupar. Pode ser indicativo de doenças do aparelho geniturinário.

10. Pressionar a cabeça contra a parede: indica problemas no sistema nervoso. Pode incluir infecção, danos físicos ou mesmo tumor.

11. Dificuldade em respirar: se notar algum chiado diferente, procure ajuda veterinária.

12. Inchaços: pode ser contusão ou algo mais grave.

13. Animal mancando: procure um veterinário, a menos que você saiba o motivo de seu bichinho estar assim.

14. Pálpebra visível: se ela permanecer visível o tempo todo e cobrir cerca de metade do globo ocular, pode ser sinal de algum vírus.

15. Distúrbios intestinais crônicos ou prisão de ventre: também podem ser sinais de várias doenças graves, incluindo traumas da medula espinhal e tumores, envenenamentos graves, etc.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Tutor que maltratar animal de estimação não poderá ter novo pet por cinco anos em São Paulo


Os tutores que comprovadamente maltratem seus animais de estimação ficarão proibidos de criar bichos pelo período de cinco anos, no Estado de São Paulo. A punição é prevista em uma lei estadual sancionada pelo governador Geraldo Alckmin, no dia 14 de setembro, que determina também a perda da guarda do animal vítima de maus-tratos domésticos.

Na sanção, Alckmin vetou a cobrança de multa de R$ 1 mil para o agressor, além de vetar também a responsabilidade do agressor em arcar com as despesas veterinárias, medicamentos e tratamentos que seriam necessários para a reabilitação do animal. Publicada no Diário Oficial do Estado, a lei já está em vigor. De autoria do deputado estadual Orlando Morando, o texto foi produzido no final de 2015, após o caso de espancamento da cachorra Sara, em setembro do ano passado. As agressões foram filmadas por vizinhos, que acionaram a Polícia Militar.

Na justificativa, o parlamentar afirma que “o vídeo apresentado foi fundamental para comprovar as agressões. Apesar do ocorrido, a autora das agressões fez menção de solicitar a guarda de volta do animal, vítima de seus maus-tratos, fato este que gerou grande repercussão e discussão sobre o tema”, diz Morando.

A presidente da Comissão de Proteção e Defesa Animal da OAB de São Paulo, a advogada Antília da Monteira Reis, afirma que embora represente um progresso para a causa animal, a lei deixou ‘brechas’ na forma que foi sancionada. Segundo ela, por não tipificar como dolo ou culpa, os casos vão abrir margem para muitas interpretações. “Vai dar muito trabalho para os operadores da legislação para proteção animal. Agora, vamos ter que analisar caso a caso, fazendo jurisprudência na Justiça”.

Aprimoramentos

A advogada também diz que a lei deveria ter sido vetada para aprimoramentos. “É um avanço, mas perdemos uma ótima chance de deixar mais especificado. Isso vai dar margem para muitos erros, muitas pessoas de má fé. Não sabemos para onde esses animais vão ser levados, por exemplo. A lei não especifica”, diz. A advogada também prevê dificuldade para controlar por cinco anos os agressores para impedir a guarda de novos animais. “Não tem como fazer. Só será possível se tiver denúncia de um vizinho ou de outra pessoa próxima de que o agressor está novamente com um animal”, explica.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) não informou à imprensa os locais para onde serão encaminhados os animais agredidos e como será feita a fiscalização dos agressores durante cinco anos, a fim de garantir o cumprimento da lei. No dia 7 de setembro, Alckmin sancionou uma lei que criou a Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (DEPA) para atender ocorrências envolvendo animais. O acesso à DEPA é feito por meio de atalhos nos portais eletrônicos da Polícia Civil e da Polícia Militar de São Paulo.

Mesmo com aprimoramentos necessários, a lei 16.308 de 13 de setembro de 2016, que vale em todo o Estado de São Paulo, é uma iniciativa que merece ser levada como exemplo para os governos de outros estados brasileiros. O caso de maus-tratos que serviu para criar o projeto ocorreu na cidade de Pirassununga, no interior de São Paulo. Indignados, integrantes de um grupo de proteção animal registraram um Boletim de Ocorrência e apresentaram à polícia o vídeo da agressão, no qual a boxer Sara é puxada e arrastada por uma cinta presa ao pescoço. A agressora ainda ameaça matar o animal, que na época tinha apenas oito meses de vida.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

A lenda da Ponte do Arco-íris, o céu dos animais de estimação


Reza a lenda que quando os anjos de quatro patas (e qualquer outra criatura que amamos) se despedem de nós e, com um suspiro, deixam escapar o seu último adeus, atravessam a Ponte do Arco-íris. Do outro lado desta ponte há campos e colinas nos quais os animais podem correr, brincar e aproveitar a sua inocência…

Dizem que ali, do outro lado da Ponte do Arco-íris, existe suficiente espaço, comida e sol para que todos eles se sintam bem. Além disso, segundo essa lenda, todos os que estiveram doentes, foram mutilados ou cruelmente machucados, têm a sua saúde restaurada e transbordam de alegria.

Segundo esta lenda lindíssima, nossos amigos estão contentes e satisfeitos, mas sentem saudades de alguém especial que deixaram do outro lado da Ponte do Arco-íris. Por isso, de repente, enquanto todos correm e brincam, algum deles se detém e crava o seu olhar brilhante no horizonte.

O reencontro de nossas almas segundo esta lenda

Seu corpo estremece e com grande emoção se separa do seu grupo correndo através do campo rapidamente. Eles nos vêm na metade da ponte e vão correndo velozmente para nos receber. Reza a lenda que então, humanos e animais, amigos da alma, se reúnem e nunca jamais se separam.

Suas línguas úmidas lambem nossos rostos e nossas mãos acariciam esses anjos de quatro patas tão amados. Então, segundo a lenda, permanecemos unidos por toda a eternidade através de um olhar sábio mútuo, cheio de amor e de nobreza.

Esta lenda enche nossos corações de esperança diante da perda dos nossos animais amados. Ela nos ajuda a compreender de forma metafórica que quando um animal vai embora deste mundo, permanece em nossos corações mesmo que não se possa mais desfrutar do seu aconchego fisicamente.

A Ponte do Arco-íris dos animais abandonados

Esta mesma lenda da qual falamos não se esquece daqueles animais que não puderam, em vida, desfrutar do amor de uma pessoa. Assim, o relato emotivo da nossa lenda prossegue desta forma…

“De repente, a Ponte do Arco-íris amanheceu de forma diferente aos dias normais tão cheios de sol; este era um dia frio e cinza, o dia mais triste que você pode imaginar. Os recém chegados não sabiam o que pensar, nunca tinham visto um dia desse tipo ali. Mas os animais que já tinham mais tempo ali, esperando os seus seres queridos, sabiam perfeitamente o que acontecia e foram se juntando no caminho que leva à Ponte para olhar.

Esperaram um pouco e chegou um animal muito mais velho, com a cabeça afundada e arrastando a sua cauda. Os animais que já tinham mais tempo ali sabiam imediatamente qual era a sua história porque já tinham visto isto acontecer muitas vezes. O animal foi se aproximando lentamente, muito lentamente, era óbvio que tinha uma grande dor emocional, mesmo que não houvesse sinais físicos de dor.

Ao contrário dos outros animais que esperavam na Ponte, este animal não havia retornado a sua juventude, nem tinha ficado cheio de saúde e alegria novamente. Enquanto caminhava em direção à Ponte, via como todos os outros animais olhavam para ele. Sabia que esse não era o seu lugar e que o quanto antes pudesse atravessar a Ponte, seria feliz. Mas isto não seria bem assim. Quando se aproximou da Ponte, apareceu um anjo e, com rosto triste, lhe pediu desculpas e lhe disse que não poderia atravessar. Somente aqueles animais que estavam acompanhados de suas pessoas queridas podiam atravessar a Ponte do Arco-íris.

"Sem nenhum outro lugar para ir, o animal mais velho deu meia volta e entre os campos viu um grupo de outros animais como ele, alguns mais velhos, outros muito frágeis. Não estavam brincando, simplesmente estavam deitados na relva, olhando o caminho que levava à Ponte. Então, ele foi se juntar a eles, olhando o caminho e ficou ali esperando"

Um dos recém chegados na Ponte não entendia o que tinha visto e pediu a outro que lhe explicasse o que acontecia. “Está vendo esse pobre animal e os outros que estão ali com ele? São animais que nunca tiveram uma pessoa. Este pelo menos chegou até um refúgio; entrou no refúgio que você o vê agora, um animal mais velho, com o pelo cinzento e a vista um tanto nublada. Mas nunca conseguiu sair do abrigo, e morreu sem o carinho do seu cuidador para acompanhá-lo enquanto partia da Terra. Como não tinha uma família para lhe dar seu amor, não tem ninguém para acompanhá-lo e cruzar a Ponte”.

O primeiro animal ficou pensando por um momento e perguntou: E agora, o que vai acontecer? Antes de receber a resposta, as nuvens começaram a se desfazer e um vento muito forte as fez desaparecer. Podiam ver uma pessoa, sozinha, se aproximando da Ponte, e entre os animais mais velhos todo um grupo foi repentinamente banhado por uma luz dourada e novamente eram animais jovens e sadios, cheios de vida. “Olhe e você verá”, disse o segundo.

Outros animais dos que estavam esperando também se aproximaram do caminho e abaixaram suas cabeças enquanto aquela pessoa se aproximava. Ao passar diante de cada cabeça, a pessoa tocou a cada um, acariciou alguns, coçava a orelha de outros carinhosamente… Os animais que tinham rejuvenescido foram se colocando em fila atrás e seguiram a pessoa em direção à Ponte. Em seguida, atravessaram a Ponte juntos.

“O que foi isso?” perguntou o primeiro animal. E o segundo lhe respondeu: “Essa pessoa era um grande apaixonado pelos animais e trabalhava em defesa deles. Os animais que você viu abaixando as suas cabeças em sinal de respeito eram os que encontraram novos lares graças ao esforço de tais pessoas. Claro, todos esses animais atravessarão a Ponte quando chegar o seu momento, quando chegarem os que eram suas novas famílias.

Mas os que você viu mais velhos e logo rejuvenescidos, eram os que nunca encontraram um lar… e como não tiveram família, não podiam atravessar a Ponte. Quando chega uma pessoa que tenha trabalhado na Terra para ajudar os animais abandonados, lhe é permitido um último gesto de resgate e amor. Ele pode acompanhar todos aqueles pobres animais para os quais não puderam conseguir famílias na Terra para que também possam atravessar a Ponte do Arco-íris”.


Trato Certo - Raridades

 

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Dicas para manter o bom convívio entre criancas e animais de estimação


Dicas para manter o bom convívio entre criancas e animais de estimação

Ter um animal de estimação em casa alegra a energia da família, e também pode ser muito benéfico para os primeiros estágios da vida dos pequenos. Segundo um estudo da Universidade de Melbourne, crianças que tiveram animais domésticos até os cinco anos de idade apresentam um sistema imunológico mais resistente do que as demais. Além disso, a Agência de Pesquisa e Assistência Médica do Governo dos Estados Unidos mostrou que esse convívio auxilia no desenvolvimento social e na melhora da autoestima das crianças, ensinando-as a ter responsabilidade, empatia e respeitar o próximo. Na grande maioria das vezes, os cães são os mais acostumados a brincar com os menores, mas essas brincadeiras requerem alguns cuidados especiais. Por isso, confira a baixo sete dicas de Ricardo Tamborini, adestrador e especialista em comportamento canino, colunista do blog Holipet de cuidados animais, de São Paulo (SP), para ensinar cachorros e crianças a conviverem um com o outro.

. Por mais educadas que sejam as crianças, elas ainda não tem noção sobre algumas coisas. Em certo momento, é possível que ela demonstrem seu carinho apertando o pescoço ou puxando os pelos dos cães. É essencial deixar claro ao seu filho que ele não deve brincar dessa maneira.

. Ensine a criança a não se aproximar dos animais enquanto eles estiverem comendo ou dormindo. Nessas situações, ele pode se sentir intimidado por ter seu espaço invadido.

. Primeiro procure familiarizar o cachorro – seja ele adulto ou filhote – com você e o ambiente, para só depois apresentá-lo a criança.

. Sempre que o animal se comportar bem, recompense-o com carinho e petiscos “Assim como o brinquedo, a comida ou o passeio, o petisco é um prêmio por ele ter sido obediente”, afirma. E repreenda-o se ele começar a correr ou fazer brincadeiras agressivas, como morder ou pular na criança.

. Na hora de advertir o cão, coloque algumas moedas dentro de uma lata de forma que faça barulho ao chacoalhar. No momento em que o animal agir de maneira violenta, dê uma bronca dizendo repetidamente a palavra “não”, ao mesmo tempo, mexa a lata para fazer bastante barulho. Isso inibe os maus hábitos.

. Inclua o cão na rotina da família e principalmente nas brincadeiras. Isso deixa a convivência mais feliz e ainda ajuda a criar um vínculo entre o animal e as crianças. “A convivência diária de forma harmoniosa entre cães e bebês, faz com que os vínculos afetivos se estreitem, e o apego psicológico e emocional fiquem a cada dia mais fortalecidos”, explica.

. Mesmo vigiando o cachorro para que ele não pule nas crianças, isso pode acabar acontecendo. Por isso, é sempre importante deixar as unhas do animal bem cortadas.