sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Um dia de cão (e gato!) no MIS


Neste sábado, 15 de agosto, os amantes dos bichinhos têm lugar certo para passear. O Museu da Imagem e do Som (MIS) Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo - SP. elaborou uma programação com temática especial para quem já tem seu animal de estimação e aqueles que ainda pretendem adotar, com diversas atividades na área externa e interna do museu.

Especialmente para a data, o Museu recebe os artistas Chivitz, Minhau e Siss para um live painting, performance de pintura com grafites baseados na temática na fachada lateral do museu. A programação inclui, ainda, a exposição fotográfica America Latida, de Diego Santovito, que reuniu dezenas de retratos de cães durante suas viagens por cidades da América Latina como Peru e Bolívia; e mostra de filmes clássicos como A Dama e o Vagabundo e Aristogatas. Durante o evento o quintal do MIS também será ocupado pelos produtores independentes Move Institute e By Cakes. As crianças também ganharam uma programação especial: um ateliê de criatividade oferecido pelo Núcleo Educativo.
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Em parceria com a AMPARA Animal, o MIS recebe pela primeira vez um evento de adoção de cães e gatos. Os interessados em adotar devem levar a cópia de um documento com foto e comprovante de residência. Antes da adoção, todos passam por uma triagem com os cuidadores dos animais. A data também marca o lançamento do aplicativo da AMPARA Animal Adote Pet. O app tem como objetivo auxiliar futuros adotantes a encontrar e adotar um novo pet com mais comodidade e segurança, mapeando eventos de adoção próximos e o perfil completo dos cães e gatos disponíveis para adoção em diversos abrigos pelo Brasil.

Além da adoção, haverá gincana para os cães, demonstração de condução e adestramento básico e uma consultoria feita por especialistas sobre adoção e cuidados básicos. As atividades serão realizadas na área externa por profissionais do Quintal dos Bichos e Brinca Pet.

Entre 12h e 18h, a área externa do museu recebe uma feira gastronômica com a presença do Classic Burger (hambúrguer de carne e vegetariano), Rolling Pizza (pizza doces e salgadas), Frida e Mina (sorvetes artesanais), Parise Gourmet Bike (doces sem lactose) e Duesie (cervejas).

Confira a programação completa:

Feira gastronômica e de produtores independentes
Horário: 12h às 18h
Local: Área externa

Live painting com Minhau, Chivitz e Siss | Apoio Colorgin Arte Urbana
Horário: 12h às 17h
Local: Área externa

Exposição América Latida
Horário: 12h às 21h (sábado, 15 de agosto) e 12h às 20h (domingo, 16.08)
Local: Nicho
O fotógrafo paulistano Diego Santovito viajou pela Bolívia e Peru e clicou os cachorros que encontrava pelo caminho.

Nina móvel
Horário: 12h às 18h
Local: Área externa

Ateliê de criatividade com o Núcleo Educativo
Horário: das 12h às 15h e das 1h6 às18h
Local: Sala do Educativo
Durante o evento, o Núcleo Educativo oferecerá propostas artísticas para criação e interferência em seu espaço. A partir de materiais distintos como krafts, papéis coloridos, brinquedos, colagens, tecidos e adesivos, as crianças serão convidadas a experimentar novas formas de desenho nas paredes e chão da Sala do Educativo. A atividade recebe 20 crianças por vez, em sistema rotativo.

Cinema
Local: Auditório MIS (172 lugares)
Entrada: Gratuita – retirada de senha com uma hora de antecedência na recepção do MIS

A Dama e o Vagabundo/ Lady and the Tramp (EUA, 1955, 75´, DVD, Animação, Livre, Dublado)
Horário: 14h
Uma emocionante aventura cheia de música, protagonizada por Dama, uma meiga e mimada cocker spaniel, e Vagabundo, um irresponsável cão vira-lata com um coração de ouro. Junto com seus amigos, eles compartilham emocionantes aventuras em uma noite especial, enquanto Dama aprende o significado de ser livre e estar sem coleira. Antes do filme será exibida a animação O mundo animal de Bibi (Ep. 1, 4´18´´), produzido pela AMPARA Animal.

Aristogatas/ The Aristocats (EUA, 1970, 78´, DVD, Animação, Livre, Dublado)
Horário: 16h
Graças ao testamento de Madame Bonfamille, que os deixou como herdeiros, a gata Duquesa e seus três filhotes recebem uma fortuna e tornam-se milionários, mas o malvado mordomo fará o possível para mudar esta situação. Decidido a se desfazer dos gatos, o ganancioso Edgard os abandona no interior da França, com a esperança de não vê-los nunca mais. Perdida no meio do campo, a encantadora família de gatos embarca em uma jornada cheia de aventuras para voltar a Paris. Antes do filme será exibida a animação O mundo animal de Bibi (Ep. 1, 4´18´´).

Atividades para os cães e consultoria *
Gincanas para os cães
Horário: 13h, 15h e 17h
Duração: 30 minutos/20 cães
Estações de atividades lúdicas para aquelas pessoas que vierem com seus cães.

Demonstração de condução e adestramento básico de cães
Horário: 14h
Adestrando o dono
Horário: 16h
Palestra com profissionais da área que demonstrarão como o tutor de cão ou de gato deve se comportar em relação ao pet para evitar comportamentos indesejados.

Consultoria sobre adoção e cuidados básicos
Horário: 12h às 17h
Consultoria especializada para aqueles que já têm cães e gatos e para os que desejam adotar, bem como apresentação dos cuidados que devem ser tomados, tipos de atividades que podem ser oferecidas, higiene, conscientização acerca das responsabilidades de ser dono de um cão ou de um gato.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Conheça e saiba o que fazer contra as alergias de pele em seu animal de estimação


As alergias costumam ser divididas pelos especialistas em três grandes grupos.

Picadas de insetos, produtos de limpeza, mudanças climáticas e alguns alimentos estão entre as principais causas de alergias de pele em animais. As alergias costumam ser divididas pelos especialistas em três grandes grupos. “Entre as mais frequentes há a DAPPE, associada a reação alérgica a saliva das pulgas. Ela é mais comum em animais de pequeno porte, podendo acontecer também nos de grande porte. A dermatite alérgica por alimentos também é bastante comum e provoca feridas na pele, que coçam bastante e são muito dolorosas. Geralmente, o problema é causado devido a uma intolerância do animal a um certo tipo de proteína e uma mudança na dieta, com rações específicas ou comida caseira” explica a veterinária Carolina de Souza Gameiro, do Hospital Veterinário de Natal.

A profissional comenta ainda sobre a dermatite atópica, causada por substâncias presentes no ambiente e, por isso, tão difícil de ser resolvida. “Ela pode ser causada por incontáveis fatores ligados ao ambiente em que o bichinho vive, desde o chão em que deita, até a poeira no carpete, ou até mesmo o perfume do dono. É praticamente impossível discernir qual é o causador da alergia e, por isso, ela pode até se tornar crônica, caso o fator responsável não seja eliminado. Produtos de limpeza, de beleza, materiais, tecidos, poeira, sujeira, tudo é um causador em potencial”.

Cães suscetíveis à dermatite atópica têm problemas na produção e no desenvolvimento dos anticorpos em resposta à exposição a alérgenos, que podem ser aspirados ou absorvidos por meio da pele. “Esse tipo de dermatite atópica é muito comum, é a segunda em ocorrência, ficando atrás apenas das dermatites alérgicas por picadas. Ela afeta cerca de 10% dos cães. Não existe cura para Atopia. O que existe é uma melhora nos sinais clínicos e um controle desses sintomas”, acrescenta Dra. Carolina.

Algumas dessas alergias costumam ser mais pontuais, surgindo com maior frequência em determinadas estações do ano, sobretudo no verão em que as altas temperaturas podem propiciar o desenvolvimento de fungos causando dermatites secundárias, principalmente em cachorros mais peludos. Com o calor, há ainda uma maior incidência de carrapatos, causa principal da DAPPE. Nesse período, as crises de alergia podem ser mais frequentes e duradouras. No inverno, a incidência de alergia é reduzida, em comparação ao verão, pois o animal passa mais tempo em casa e o clima mais ameno não é propício ao surgimento de parasitas.

O primeiro sintoma das alergias de pele é a coceira intermitente no focinho e na região do queixo. O animal pode passar a lamber mais as patas. Em alguns casos os animais tentam morder a própria cauda. Algumas medidas podem ajudar a prevenir alergias e diminuir a frequência com que elas aparecem no pet, como fazer visitas periódicas ao veterinário, dar uma boa ração, banho semanal, realizar o controle de parasitas e evitar trocar frequentemente de veterinário.

A veterinária alerta também que “a alergia quando não tratada pode gerar graves feridas pelo corpo, além de perda de pelo por arrancamento. O animal pode ficar depressivo, parar de se alimentar, se isolar e, devido a seu estado de estresse, se tornar mais agressivo. Se seu peludo começar apresentar qualquer sinal de dermatites, não importa de qual tipo, é bom levá-lo ao médico veterinário”. Os sintomas de alergias, em alguns casos, podem ser parecidos com os de outras enfermidades, por isso a importância da triagem no veterinário que será capaz de identificar e tratar corretamente o seu pet.

Inaugurado em outubro de 2013, o Hospital Veterinário de Natal conta com a melhor equipe de especialistas veterinários do estado além de completíssima estrutura de pronto-socorro e exames, com os mais modernos aparelhos de imagem, emergência com médico à disposição 24 horas, centro cirúrgico, etc. Além de clínica médica, cirúrgica e traumatológica, o HVN oferece os serviços de pet-shop, banho e tosa e hotelaria com capacidade para receber até 50 animais, além de exames laboratoriais automatizados e equipamentos de última geração como ecocardiograma, ultrassonografia, radiologia digital, eletroretinografia, eletrocardiografia e holter
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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Bicho faz bem para a saúde? 11 DICAS


Você já percebeu que se sente melhor quando está com seu cachorro ou gato ?

1. Menos estresse

É verdade. Passar um tempo com seu cachorro, gato ou qualquer outro animal pode ter um impacto muito positivo no seu humor e na sua saúde. Animais de estimação são grandes aliviadores do nosso estresse.

O Ph.D.Allen McConnell descobriu em uma pesquisa que os donos de animais de estimação são mais saudáveis do que as pessoas que não tem animais, principalmente os donos que passam muitos e bons momentos com seus cães, gatos ou qualquer outro bicho.

Bons momentos incluem passear no parque, brincar de bola, se aconchegar no sofá, fazer carinho e massagem no animal etc.

2. Um coração mais saudável

Seu cachorro pode fazer com que você tenha menos propensão a doenças do coração. Por quê? Donos de cães tendem a caminhar mais, e assim tem a pressão sanguínea mais baixa do que aqueles que não tem cães. Cães e gatos também podem ser ótimos se você já tiver problemas cardíacos. Estudos mostram que pessoas que sobreviveram a ataques cardíacos e pessoas com sérios problemas no coração vivem mais tempo do que pessoas com os mesmos problemas que não tem animais de estimação.

3. Sugadores de Estresse

É gostoso fazer carinho no seu animal de estimação (cachorro, gato, papagaio, calopsita, qualquer animal).
Por isso, abaixa a pressão, ajuda o corpo a liberar o hormônio do relaxamento e diminui a liberação do hormônio do estresse.

Isso também faz bem pro próprio animal, que fica mais calmo e relaxado.

4. Ímãs sociais

Cachorros e gatos ajudam você a se conectar com outras pessoas. Durante um passeio, uma pessoa começa a conversar com você sobre seu “pet“. Ou você resolve levar seu cão em uma praça pra brincar e acaba conhecendo outros donos de cães. É uma ótima maneira de fazer amizades!

Inclusive na internet, muitas pessoas acabam ficando amigas de verdade em grupos que falam de raças específicas ou de cães ou gatos em geral. No Facebook existem grupos pra cada raça de cachorro ou de gato e as pessoas marcam encontros e se conhecem de verdade.

5. Melhor humor, melhor saúde

Pessoas com animais de estimação são em geral mais felizes, mais confiáveis e menos solitárias do que aquelas que não tem cães ou gatos. Elas também visitam menos o médico por problemas de saúde.

Uma razão pra isso é o fato de que ter um cão ou um gato e ser responsável pela vida de um animal dão à sua vida um significado maior e uma sensação de pertencimento ao mundo.

6. Benefícios para o Sistema Imunológico do bebê

Bebês criados em famílias com animais de estimação tendem a ter menos alergias e asma, mostram alguns estudos. Para que isso tenha efeito, o bebê precisa começar a conviver com o animal antes dos 6 meses de vida.

Bebês que moram com cães ou gatos tem menos resfriados e infecções de ouvido durante o primeiro ano do que bebês que vivem sem animais perto.

7. Suporte social para crianças autistas

As crianças tendem a se relacionar melhor com coleguinhas autistas se animais estiverem no mesmo ambiente. Os animais mudam o ambiente da sala de aula e ajuda as crianças sem autismo a se integrarem com as crianças autistas. Uma vez que as crianças sem autismo se envolvem com os animais, elas tendem a ver as outras crianças mais positivamente e trabalham melhor com elas.

Crianças e adultos autistas às vezes têm dificuldades para se comunicar com o mundo à sua volta. Mas a terapia com animais de estimação tem-se provado uma ferramenta útil.

Muitos autistas sentem uma conexão mais forte com animais que com outras pessoas. Um estudo francês de 2012 observou 40 crianças autistas e seus bichos e descobriu que elas ficavam mais calmas e socializavam com mais facilidade do que aquelas que não tinham animais de estimação em casa.

Eles associaram esse comportamento a uma produção maior do hormônio oxitocina. Esse hormônio, cuja produção pode ser disparada pelo ato de fazer carinho nos bichos, aumenta as sensações de confiança e amor.

Iris Grace Halmshaw, a menina de 5 anos da foto acima, foi diagnosticada com autismo em 2011. Sua gata Thula a ajudou a ter confiança suficiente para falar com os outros, além, de servir de inspiração para pintar – outro componente da terapia.

8. Eles te ajudam no combate à depressão.

Acariciar um gato no seu colo não ajuda somente a aliviar o estresse. Essa companhia também melhora o humor e funciona como uma distração positiva para quem luta contra a depressão.

Além de companhia, os bichanos ajudam a estabelecer rotina, responsabilidade e atividade social em dias que talvez não contassem com esses componentes.

Todos os animais de estimação podem ajudar no combate à depressão, mas os gatos são especialmente calmos e pacíficos.

Essas características podem ser contagiosas, o que é importante para os donos que sofrem de doenças mentais.

9. Eles sabem que não há problema em perder o controle de vez em quando.

“Um gato tem honestidade emocional absoluta: seres humanos, por uma ou outra razão, podem esconder os sentimentos, mas os gatos, não.” – Ernest Hemingway
Os gatos são conhecidos por seus comportamentos calmos e reservados, mas não têm medo de perder o controle – físico e emocional – quando lhes dá na telha. E esse tipo de expressão também pode ajudar seus donos.

Um estudo de 2012 da Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard descobriu que reprimir emoções negativas pode ser tóxico para o corpo, aumentando o risco de morte por doenças cardíacas e alguns tipos de câncer.

Psicólogos também descobriram que emoções negativas como tristeza, ansiedade, raiva e culpas podem ser positivas se a pessoa se permitir vivenciar completamente o que estiver sentindo.

10. Eles destroem sensações de solidão com seu amor incondicional.

“Não existe presente maior que o amor de um gato.”— Charles Dickens

11. Alívio da Solidão

Até mesmo os Centros de Prevenção e Controle de Doenças reconhecem que um dos grandes benefícios dos bichos de estimação é sua capacidade de aliviar nossa solidão.

Eles costumam ser os melhores ouvintes que podemos querer no fim de um dia cansativo. A cara que eles fazem quando chegamos em casa nos lembra que sempre tem alguém feliz de nos ver.

Segundo pesquisadores da Universidade de Miami e da Universidade de Saint Louis, animais de estimação satisfazem as necessidades sociais dos seus donos tão bem quanto outros humanos.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Proteja seu animal de estimação contra a raiva


Mês de agosto é o período de lembrar-se de imunizar o cãozinho e o gatinho. Se o animal nunca foi vacinado, não é tarde para mantê-lo longe desta zoonose.

O contágio da raiva pode acontecer o ano todo, assim como a vacinação também pode ser feita no decorrer do ano, mas o mês de agosto, conhecido como o "mês do cachorro louco", tornou-se símbolo da campanha de imunização contra a zoonose. Esta é uma forma de lembrar aos donos que é preciso vacinar anualmente seu bicho de estimação e também deixar o maior número possível de animais imunizados contra a doença.

A Vital Clínica Veterinária de Francisco Beltrão alerta os clientes e a população. Em sua página do Facebook, lembra que é hora de retribuir o carinho recebido dos animais de estimação garantindo a saúde deles. "O importante é que o animal seja vacinado contra a raiva, não importa em qual mês, mas muitos se lembram em agosto de imunizá-los", comenta a médica veterinária dra. Yana Crestani.

A rotina da vacina contra a raiva começa quando os cães são ainda filhotes. "Primeiro os filhotes vêm receber a vacina polivalente, que é contra as viroses, e junto da terceira dose da polivalente nós aplicamos o soro contra raiva. Então, os cães recebem pela primeira vez a vacina aproximadamente aos cinco meses", esclarece dra. Yana.

Depois da primeira vacina contra a raiva, cães e gatos precisam ser imunizados anualmente. Caso o animal não tenha sido imunizado desde filhote, não há problemas de começar a tomar a vacina mais tarde, o importante é ele receber a medicação.

Yana ressalta que a raiva é uma zoonose transmitida via saliva do animal. Cães, gatos, morcegos e outros bichos podem transmitir a raiva. "A doença é transmitida para o homem através da mordida do animal, lambedura em feridas abertas ou contato com a saliva contaminada. Da mesma forma os animais contraem um dos outros a doença."

A vacinação é a única forma segura de controle da zoonose. Os principais sintomas são agressividade, salivação excessiva e alterações neurológicas, como parar de se locomover e desejo de morder. "Na dúvida dos sintomas, os donos devem levar o animal ao veterinário para que sejam feitos os exames específicos", orienta a médica veterinária.

A erradicação da doença depende da imunização constante de todos os animais.  "A gente tenta fazer uma imunização geral nesta época para imunizar em bloco, caso consigamos vacinar 80% dos animais, diminuímos muito as chances de contaminação dos 20% que não tiveram a cobertura", analisa dra. Yana.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

4 vantagens da adoção de um animal de estimação


Adotar é, antes de tudo, um ato de amor. Trata-se de ajudar aquele que precisa. Nada melhor que fazer isso e ter, em troca, o carinho e a lealdade de um bichinho que já sofreu o bastante e que só pede um amigo.

O povo brasileiro ainda não adota tanto quanto compra animais. Dentre as causas estão o desejo de ter raças específicas de cães e gatos; a preferência pela aquisição de filhotes; e a falsa ideia de que, vindos de um criador, os animais serão mais saudáveis e, portanto, darão menos despesas com tratamentos médicos. Já as pessoas que querem ter outras espécies de animais ainda não podem contar com centros de adoção no país, pois os locais que resgatam animais “exóticos” são centros de recuperação e tem o objetivo de readaptar o animal à natureza. Para animais como araras, papagaios e tartarugas serem vendidos, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) deve certificar a origem e aprovar a comercialização, para coibir o tráfico. Assim, este artigo será voltado para a adoção de cães e gatos apenas.

O Brasil já é o segundo país do mundo que mais tem cães e gatos domiciliados, isto é, que vivem com seus donos. A população de cães, até dezembro de 2012 era de 37,1 milhões e a de gatos, de 21,4 milhões, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). Imagine se alguma entidade conseguisse calcular quantos gatos e cachorros existem no Brasil e não têm onde morar? Esses números provavelmente dobrariam.

São muitos os animais abandonados e poucas as instituições que conseguem dar assistência a eles para depois encaminhá-los para a adoção. Faltam vagas em quase todas elas, seja nas ONGs ou Centros de Controle de Zoonoses (CCZs). As causas para o abandono são as mais diversas, desde o crescimento do filhote, que o dono afirma ter ficado grande demais para o espaço que tem, até alguma doença curável com poucas doses de medicamento, mas que a pessoa não pode ou não quer pagar.

No estado de São Paulo, por exemplo, o governo proibiu o resgate de animais abandonados pelo CCZ e sua eutanásia. Como não se adotou nenhuma política de conscientização da população com relação ao abandono e nem se definiu para onde levar um animal que encontramos na rua, a situação ficou caótica. Os CCZs continuam lotados de cães e gatos e as ONGs não têm estrutura física nem apoio financeiro para manter tantos animais.

Apenas por esses fatores, nota-se que vale mais a pena adotar do que comprar um animalzinho. Se isso ainda não for o suficiente para fazer com que você, que está pensando em adquirir um companheiro, visite um CCZ ou uma ONG, vamos lhe fornecer mais algumas vantagens:

1. Você não vai gastar dinheiro

Um cão ou gato vindo de um criador idôneo e devidamente registrado pelo poder público pode custar algo entre R$ 1.000,00 e R$ 5.000,00, dependendo da localidade, da raça e do pedigree de seus pais e avós.

São inúmeros os locais de adoção que pedem somente que você assine um termo dizendo que vai zelar pelo bem-estar do animal. Outros pedem uma pequena ajuda de custo para manter o abrigo funcionando.

2. Os animais sem raça definida (vira-latas) são mais resistentes a doenças

Os vira-latas sofrem menos com doenças e a explicação é simples. Pelo fato de que o vira-lata é um animal originado de diversas cruzas, ele sofre uma seleção natural. Os mais fortes resistem e sobrevivem. Além disso, aqueles que vivem nas ruas, se alimentam de qualquer coisa, dormem em qualquer lugar e têm de lutar contra os parasitas sem ajuda de remédios, o que os torna ainda mais fortes.

Se você pesquisar as doenças genéticas e hereditárias que os animais de raça podem ter, verá que não são poucos. Isso graças à priorização que os idealizadores das raças deram a determinadas características em detrimento de outras. Um exemplo é a raça de cães Sharpei. Com origem na China, seu pelo era duro e sua pele grossa. Os exemplares que vemos hoje por aí têm a pele sedosa e toda enrugada, cheia de dobras. Com certeza é um cãozinho lindo, mas que podem ter muitos problemas de pele que precisam de tratamento vitalício e doenças de pálpebras que exigem cirurgia.

3. Existem cães de raça para doação também

Se você não quer, de modo algum, um cão vira-lata, pesquise nos abrigos, ONGs e CCZs. Existem muitos cães de raça que também foram abandonados e estão disponíveis para adoção. Não acredite que eles tenham sido abandonados por terem problemas comportamentais, como diz a crença popular. Esses não são colocados para adoção antes de um trabalho de reabilitação. Geralmente, é o dono que deixa de querer o animal por que ele cresceu, por ter algum problema de saúde, por ter ficado velho ou simplesmente por não querer mais trabalho.

4. Gatos de raça X Gatos vira-latas

O mercado de gatos de raça vem crescendo no Brasil. Mas, diferentemente do que vemos com os cães, as pessoas que gostam de gatos não procuram por raças específicas, mas por um companheiro. Assim, acabam optando pela adoção em vez da compra. Dizem que gatos são gatos (seria bom se todos pensassem que cachorros são cachorros também).

De qualquer modo, lembre-se que, comprando ou adotando, você deve vacinar seu animal todos os anos contra algumas doenças que não somente a raiva, consultar um veterinário periodicamente, vermifugar seu bichinho a cada seis meses, nutri-lo apropriadamente (bichos não comem comida de gente assim como gente não come comida de bicho!) e castrá-lo – a personalidade de seu companheiro não vai mudar com esse procedimento e como você viu, são muitos os animais precisando de um lar, não vamos deixar que mais deles venham ao mundo para terem um futuro incerto.

Boa adoção para você!

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O que fazer com seu animal de estimação quando viajar?


Você já tem tudo planejado para escapar por uns dias e relaxar, mas não sabe o que fazer com seu animal de estimação. E agora? A ideia de deixá-lo sozinho te preocupa?

Conhecer as necessidades do seu cão ou do seu gato pode te ajudar durante suas viagens de trabalho ou a tirar uma folga (sem culpa!) da rotina. Os animais são nossa responsabilidade e percebem quando não estamos por perto. Por isso, é importante deixar tudo preparado antes de viajar.

Você já tem tudo planejado para escapar por uns dias e relaxar, mas não sabe o que fazer com seu animal de estimação. E agora? A ideia de deixá-lo sozinho te preocupa?

Conhecer as necessidades do seu cão ou do seu gato pode te ajudar durante suas viagens de trabalho ou a tirar uma folga (sem culpa!) da rotina. Os animais são nossa responsabilidade e percebem quando não estamos por perto. Por isso, é importante deixar tudo preparado antes de viajar.

Local e outros cuidados

1. Os cães e gatos são animais de “costumes”. Quanto menos você mudar sua rotina, melhor eles vão ficar. Com isso em mente, o ideal é pedir a uma pessoa de confiança ou a um vizinho que se encarregue de ir até a sua casa para alimentá-los, trocar a água, brincar e levá-los para passear (no caso dos cães).

2. Se você não tem alguém que possa te ajudar com essas tarefas, deixe o seu animal de estimação na casa de um parente ou amigo de confiança. É muito importante que você apresente o “novo lar” e leve o seu cão ou gato para lá várias vezes antes de deixá-lo, para que eles se acostumem ao lugar, às pessoas e principalmente aos outros animais, se for o caso. Este passo é importante, porque evita que se assustem ou fujam.

3. Por fim, há sempre a opção de hotéis para animais de estimação. Esta pode ser a alternativa mais cara, sem dúvida, mas existem estabelecimentos responsáveis que garantem o maior cuidado possível com seu cão ou gato. Ainda assim, é essencial que você se informe sobre o hotel, seja por recomendação de conhecidos ou por investigação própria, para que seu animal de estimação fique em boas mãos. No dia de sua viagem, lembre-se de deixar objetos familiares com o seu cão ou gato, como seus brinquedos ou cama, para que ele se sinta mais à vontade.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Como cachorros ajudam crianças autistas


Os cachorros têm feito companhia aos seres humanos por centenas de anos. Na verdade, não existe uma cidade, povoado ou aldeia em que não existam cães. Nós estamos tão habituados a eles como eles estão a nós. Por isso, seria quase impossível imaginar um mundo sem cachorros. É por essa razão que eles também nos auxiliam em campos tão pessoais como a saúde, especialmente quando se trata de crianças.

Crescer com um cachorro é uma experiência bela. No entanto, existem situações em que se poderia pensar que não seria adequado ter um animal de estimação. No entanto, isso não é mais que uma simples aparência.

A seguir veremos como os cachorros são capazes de beneficiar crianças autistas.

O que é o autismo e como os animais de estimação ajudam.

Em termos simples, o autismo é uma condição de desenvolvimento do sistema neurológico que tem suas etapas iniciais durante a infância e é mantida durante toda a vida do indivíduo.

Ele se apresenta de maneiras muito variadas, incluindo formas severas de transtornos de socialização, como o Asperger, que afetam principalmente a maneira com que as pessoas se comportam e interagem em seu processo de aprendizagem e linguagem.

Atualmente, os motivos que causam o surgimento do autismo não são conhecidos. Porém, presume-se que fatores genéticos e ambientais tenham a ver com seu desenvolvimento.

A condição não tem um tratamento específico, no entanto, os esforços se concentram em maximizar as capacidades da pessoa, para que ela possa levar a vida mais próxima do normal e da forma mais independente possível.

Dentro disso estão incluídas terapias de linguagem, motrizes, sociais e alguns medicamentos para o controle de sintomas típicos.

De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Missouri (EUA), crianças com autismo que possuem algum animal de estimação têm maiores habilidades sociais se comparadas a crianças que não os possuem.

No caso das crianças que têm cachorro, elas apresentam melhor desenvolvimento dessas habilidades. Isso pode acontecer devido às necessidades afetivas dos cães e de suas maneiras de expressar carinho.

Ainda que alguns animais de estimação possam se mostrar um pouco relutantes ou não sejam apropriados para se manipular constantemente, os cachorros são muito efusivos em suas demonstrações de carinho, além de buscar atenção e companhia.

Vejamos alguns desses benefícios com maior detalhamento.

Maior socialização

Como dissemos acima, o estudo descobriu que crianças com autismo e que convivem com qualquer tipo de animal de estimação reagem bem dentro dos processos de terapia social.

No entanto, (ainda que isso varie de acordo com as características do autismo presente em cada criança) a interação com os cachorros resultaram ser extremamente benéficas nesse aspecto.

O cachorro se transforma em parte das dinâmicas sociais da criança, de suas atividades e de seus centros de interesses.

Elas se envolveram mais com as pessoas que compõe seu lar

A influência de cães em crianças autistas

Devido à posse responsável de animais de estimação e de ficar alerta para as necessidades das crianças, as brincadeiras com o cachorro acabam se tornando uma ponte para unir as pessoas que compõem a família.

Os passeios e as longas caminhadas acabam se tornando desculpas perfeitas para incluir a criança e expô-la a situações em que ela se vê envolvida em diferentes dinâmicas de interação e recreação.

As crianças com autismo têm dificuldades para se aproximar de pessoas que são alheias à sua casa, mas se esse indivíduo começa um diálogo conversando com o cachorro, terá mais possibilidade de que a criança responda diante dessa situação e se mostre mais aberta a continuar a conversação.

Compreensão de atitudes e comportamentos

Possivelmente, uma das situações mais difíceis de lidar em relação às crianças autistas é decodificar diferentes atitudes e comportamentos humanos, tais como gestos e entendimentos da linguagem corporal.

No entanto, por meio da interação constante com cachorros, os pequenos podem entrar nesse mundo e começar a compreender desde os níveis mais básicos (o nível animal) até as estruturas mais complexas da linguagem.

Interessa-se pelo animal de estimação e pesquisa sobre ele

A criança também desenvolve uma relação de interesse sobre o animal de estimação, o que a leva a querer conhecer mais sobre o cachorro. Tudo o que está relacionado com o cão se torna um tema relevante e, portanto, isso facilita o processo de socialização abrindo sempre uma porta de comunicação para o uso de temas semelhantes.