terça-feira, 10 de dezembro de 2019
Pets como presente de Natal? Veterinário lista os prós e os contras
Ganhar um animal de estimação no Natal pode ser uma surpresa incrível para os apaixonados por pet. Muitas crianças, inclusive, pedem bichinhos nesta época do ano, na esperança de comover e convencer os adultos. No entanto, alguns fatores devem ser levados em consideração antes da adoção ou compra. Sem o consentimento prévio da pessoa que vai cuidar do animal, esta decisão é muito arriscada.
Além das inúmeras responsabilidades que o tutor tem no dia a dia, o bichinho dependerá exclusivamente de seus donos para ficar bem e com saúde. É muito importante saber se quem o receberá dispõe das condições básicas necessárias para cuidar desse animal. Um local apropriado, recursos para alimentação e cuidados veterinários, disponibilidade de tempo para exercícios e higiene do pet são requisitos básicos.
Responsabilidades e tempo médio de vida dos bichos devem ser levados em conta antes da compra ou adoção.
A convivência com crianças, de acordo com o veterinário, é benéfica aos animais, já que as brincadeiras são necessárias para o bem-estar físico e emocional dos pets. Porém, é preciso lembrar que elas não são capazes de assumir todas as responsabilidades inerentes aos tutores. Os pais precisam estar conscientes de que dividiram essa responsabilidade com os filhos.
Com um tempo médio de vida entre 10 a 15 anos para cães e até 20 anos para gatos, é preciso ter cautela sobre a espécie a ser dada de presente, que deve ser compatível com a vida e condições dos futuros donos. Roedores, como o porquinho-da-índia, são uma boa escolha para quem vive em apartamentos ou casas pequenas e também para pessoas mais velhas.
Eles têm um tempo de vida menor em relação aos cães e gatos. Vivem de 6 a 8 anos. Se essas questões são adaptáveis ao novo integrante do lar, então este é o momento certo de presentear a pessoa que você ama e oferecer todo o apoio necessário na criação do animal.
quinta-feira, 28 de novembro de 2019
Tudo o que você precisa saber para passear com pets em dias quentes
No calor excessivo alguns cuidados são necessários para garantir o bem-estar dos animais de estimação.
Faça chuva ou faça sol, os nossos companheiros de 4 patas precisam se exercitar regularmente para manter um estilo de vida saudável. No entanto, quando a temperatura aumenta, é preciso tomar alguns cuidados na hora de levar os pets para passear. Se o termômetro passa dos 22 °C a atenção já deve ser redobrada.
“Os cachorros não têm glândulas sudoríparas e transpiram através da salivação e patas. A temperatura deles demora mais tempo para diminuir, por isso é fundamentalestar atento para que a caminhada não se torne um motivo de preocupação”, afirma a médica veterinária Wendi Caetano, do CEVET – Hospital Veterinário.
Queimadura nas patas, desconforto, cansaço excessivo, desidratação e até hipertermia – quando a temperatura do corpo está mais alta do que o normal – são alguns problemas que podem acometer os pets em dias quentes. “O perigo aumenta dependendo da raça do seu pet. As chamadas braquicefálicas, ou seja, aquelas que possuem focinho achatado, como buldogues, pugs e gatos persas, sofrem ainda mais, já que possuem dificuldades respiratórias”, alerta Wendi.
Confira abaixo algumas dicas da especialista para manter o seu animal de estimação seguro durante os passeios de verão.
De olho no relógio
“Passeie com o seu cão ou gato nos momentos mais frescos do dia, pela manhã ou início da noite. Os melhores horários são antes das 10h e após às 16h”, recomenda. “Para se certificar de que o pet saia em segurança é possível utilizar a técnica dos 40 segundos: basta pressionar a palma da mão contra o chão durante este tempo. Caso você consiga mantê-la sem se queimar, o sinal está verde para passear”.É importante lembrar que as chamadas “almofadinhas” das patas dos filhotes podem não suportar a temperatura tão bem quanto as dos adultos.
Hidratação é indispensável
Durante o passeio é importante oferecer água limpa e fresca para que o pet se refresque e recupere o líquido perdido no trajeto. Caso ele não queira tomar, molhe a cabeça, pescoço, peito e virilha do animal.
Use filtro solar
Sim, você leu certo! Os peludos também precisam de protetor solar para sair nos dias quentes. Invista em um produto adequado para a pele do pet e aplique no focinho, patas e nas pontas das orelhas antes de sair de casa. “Animais albinos, com pelos brancos, pele clara ou descobertos precisam de mais atenção e é recomendado que o protetor seja passado em todo o corpo.”
Tosa curta é a mais recomendada
Os pelos atuam como isolantes térmicos e são capazes de proteger os pets de queimaduras no calor, mas o excesso faz com que a temperatura aumente e por isso a melhor opção é a tosa curta, mesmo que esteticamente não caia muito bem.
Fique atento aos sinais
Se o seu pet estiver ofegante em poucos minutos de caminhada, é um grande sinal de que está quente demais e é hora de voltar para casa. Se ele se recusar a andar ou estiver muito cansado, constantemente com a língua para fora, é importante fazer uma pausa com água fresca na sombra por alguns minutos até que a respiração volte ao normal. Caso o animal esteja babando, com a língua e gengivas pálidas e mucosas cinza-azuladas a situação é de risco e ele deve ser encaminhado imediatamente ao veterinário.
A quantidade de caminhadas varia
Você talvez já tenha se perguntado qual é a frequência ideal para passear com os pets em dias quentes. Wendi esclarece que isso está relacionado ao porte, temperamento e raça do animal de estimação. “Os mais ativos precisam passear mais para gastar energia, ao menos duas vezes ao dia. Já os mais calmos podem sair uma vez ao dia”.
Vacinar previne doenças
A vacinação não é capaz de evitar os danos causados pelo sol e calor, mas é essencial para prevenir doenças e parasitas devido ao contato com outros animais e pessoas durante os passeios diários. Leve o seu pet ao veterinário anualmente para deixar a carteirinha de vacinação sempre em dia.
Não deixe o pet sozinho no carro
Se o passeio vai ser de carro a recomendação é jamais deixar o animal sozinho dentro do automóvel.A temperatura pode atingir níveis altíssimos e ele pode não suportar. O carro esquenta rapidamente, mesmo quando não está tão quente. “Para se ter uma ideia, quando está a 22 °C do lado de fora, dentro de uma hora com as janelas fechadas a temperatura em um carro pode atingir 47 °C”, finaliza a médica veterinária.
sexta-feira, 1 de novembro de 2019
Cinco dicas essenciais para instalação da rede de proteção em casa
Ter crianças e animais de estimação em casa exige algumas adaptações necessárias para garantir a segurança de todos. Uma dessas medidas é a instalação de uma rede de proteção nas janelas e varandas, principalmente em locais altos que ofereçam risco de quedas. Todo cuidado é pouco na hora de evitar acidentes. O importante é certificar-se da seriedade da empresa contratada, além de usar o material mais resistente às intempéries.
Mesmo que o morador não tenha filhos ou bichos, a tela também protege contra possíveis tombos que possam ocorrer próximos dos lugares altos. O designer de interiores Henrique Freneda reuniu cinco dicas que ajudarão a esclarecer as principais dúvidas sobre rede de proteção. “É imprescindível colocar a segurança e o conforto da sua família em primeiro lugar”, afirma.
Locais necessários:
É importante observar em quais lugares da casa ou do apartamento que a rede de proteção é necessária. Ela é muito utilizada em sacadas, varandas, mezaninos, escadas, parapeitos, janelas dos quartos, cozinhas e salas. “O mecanismo evita quedas de pessoas, animais e objetos, além de impedir a entrada de pássaros e morcegos dentro dos imóveis”, conta o profissional.
Materiais:
As telas podem ser feitas de dois materiais: Poliamida (nylon) e Polietileno. Cada uma possui características específicas. A primeira, que se assemelha a um tecido, não é impermeável, assim absorve água e impurezas externas. Por isso, ela é indicada para ambientes internos. Já o segundo é mais resistente e durável, sendo indicado para varandas e janelas.
Em apartamentos e casas no litoral, Henrique coloca uma terceira opção, a de inox, pois se mantém conservada apesar da umidade extrema, aumentando a vida útil da tela.
De acordo com a Norma Técnica Brasileira (NBR), as telas não podem ser de material reciclável. Além disso, devem suportar a propagação do fogo, aguentando temperaturas maiores que 50o C e com resistência de cargas de pressão longitudinal e transversal de 500 N/malha. Segurança em primeiro lugar!
Instalação:
“Não basta comprar o produto sem saber instalar e fazer os testes de qualidade”, conta Freneda. Para evitar dores de cabeça é preciso contratar empresas especializadas na instalação das redes de proteção. O mais importante durante este processo é tensionar corretamente as tramas para garantir a assistência contra quedas e acidentes.
Cada ambiente tem as suas especificações. Os pontos de fixação dos ganchos e buchas sofrem mudanças dependendo do material (estrutura metálica, alvenaria, madeira). Porém, a distância de, no máximo 35 cm, deve ser erespeitada rigorosamente.
Para verificar a idoneidade do serviço que será contratado, o aconselhável é verificar se a empresa está filiada a Abrasredes (Associação Brasileira de Empresas Técnicas em Instalação de Redes de Proteção e Segurança). Além de pedir referências e indicações de pessoas que já conheçam os profissionais.
Durante a instalação, quando as janelas ficarão abertas por muito tempo, crianças e animais não poderão estar próximos desses locais. “Depois desse processo é interessante pedir para o profissional fazer um teste e verificar se a rede está bem fixada”, ressalta o designer de interiores.
Durabilidade:
“Quanto menos exposta ao sol, maior será a durabilidade da rede de proteção”, alerta Henrique. Porém, os fabricantes devem assegurar, no mínimo três anos de inflexão. Tomando os cuidados necessários a vida útil pode chegar a oito anos.
Chuva, sol e a poluição sujam a tela. Para limpá-la, basta utilizar sabão ou detergente neutro em um pano úmido. Produtos químicos como água sanitária e sapólio podem corroer o material.
Cores:
No mercado existem nove cores de redes de proteção: branca, preta, prata, cristal, azul, marrom, verde, amarela e areia. Em condomínios, por exemplo, o morador deve perguntar ao síndico ou a administradora se existe um padrão, já que alguns prédios exigem que as telas apresentem tom e modelo específicos em todos os apartamentos.
Se não houver restrições, o cliente pode escolher a cor que mais combina com as superfícies. Reparar na tonalidade das esquadrias das janelas e da cortina, por exemplo, traz um contraste entre os itens.
“Nos meus projetos procuro usar a tela preta por não sujar tanto e ser mais fácil de higienizar. Dessa forma, o cliente não se incomodará tanto”, finaliza Freneda.
quarta-feira, 23 de outubro de 2019
Seu animal de estimação precisa de um psiquiatra?
Existe um ramo da medicina veterinária que estuda o comportamento dos animais. Graças a ele, é possível reverter comportamentos indesejados.
Ao perceber atitudes estranhas ou comportamentos inadequados, muitos donos podem ficar preocupados com seus bichinhos. Atualmente, existe um ramo da medicina veterinária especializado no comportamento e na saúde mental dos animais de estimação: a etologia veterinária. São os psicólogos ou psiquiatras para animais.
A seguir, vamos conhecer um pouco mais sobre o trabalho de um etólogo veterinário e vamos te ajudar a identificar se o seu animal de estimação precisa de um psiquiatra.
Existem psiquiatras ou psicólogos para animais?
Sim! O segmento da medicina veterinária dedicado à saúde mental dos animais é a etologia ou psiquiatria veterinária. No entanto, é preferível usar o termo etologia, que está associado ao comportamento, e não psiquiatria, que deriva de psique ou mente.
Os profissionais que decidem se especializar nessa área podem ser chamados de etólogos, zoopsiquiatras ou psicólogos veterinários.
Embora atualmente seja mais comum encontrar etólogos caninos e felinos, também existem zoopsiquiatras que se dedicam ao cuidado de animais de estimação exóticos e animais selvagens.
Vale a pena ressaltar que apenas veterinários podem exercer a etologia ou psicologia veterinária formalmente. Ou seja, antes de se especializar como etólogo ou zoopsiquiatra, o profissional deve ter completado o curso de medicina veterinária.
O que é e para que serve a etologia ou psiquiatria veterinária?
Para saber se o seu animal de estimação precisa de um psiquiatra, primeiramente é essencial saber o que esses profissionais fazem. Um primeiro passo seria analisar o que é a etologia veterinária e quais problemas ela pode ajudar a curar ou controlar.
A etologia veterinária ou zoopsiquiatria consiste em um ramo da biologia comportamental dedicado ao estudo do comportamento dos animais.
Não estamos falando apenas de comportamentos instintivos, mas também de hábitos durante a domesticação ou que surgem por causa da convivência com seres humanos e outras espécies.
Cada comportamento de um animal está relacionado a diversos fatores genéticos, ambientais, educacionais e de saúde. Por esse motivo, os etólogos ou psiquiatras veterinários não estudam apenas os fatores internos ao animal.
Para chegar a um diagnóstico e estabelecer um tratamento, o etólogo deve considerar possíveis doenças, mas também precisa contemplar a realidade do paciente, o ambiente onde ele vive e a educação que ele recebe.
Portanto, esta é uma especialização muito complexa que requer dedicação e conhecimentos específicos.
Quais são os problemas tratados pelos psiquiatras para animais?
A princípio, a psiquiatria veterinária ou zoopsiquiatria analisa e tenta tratar todos os problemas comportamentais. Além de observar comportamentos instintivos apresentados na natureza, ela também analisa as causas e trata possíveis distúrbios comportamentais surgidos em cativeiro.
Em relação aos animais de estimação, os casos mais frequentes na etologia clínica são os comportamentos que geram distúrbios na convivência com os donos e familiares.
Na grande maioria dos casos, esses são comportamentos instintivos; eles aparecem ou são reforçados por uma má educação e uma socialização deficiente.
Os seguintes problemas comportamentais que preocupam os donos podem ser tratados ou aliviados com a ajuda de um psiquiatra veterinário:
. Medos e fobias.
. Comportamentos agressivos ou de autodefesa em relação a pessoas e animais conhecidos e desconhecidos.
. Destrutividade e ansiedade de separação.
. Comportamentos possessivos em relação aos seus objetos, familiares ou ao ambiente.
. Ansiedade e hiperatividade.
. Problemas de socialização e convivência, tanto com pessoas quanto com outros animais.
. Reações exageradas diante de estímulos desconhecidos.
. Estereotipia (comportamentos obsessivos) e Transtorno Obsessivo-Compulsivo em animais.
. Insegurança, problemas de autoconfiança e medo da interação social.
Como saber se o seu animal de estimação precisa de um psiquiatra?
Para saber se o seu animal de estimação precisa de um psiquiatra, é essencial estar atento ao seu comportamento diariamente. Caso o animal mostre algum sinal dos problemas de comportamento mencionados acima, não hesite em procurar um etólogo ou psiquiatra veterinário.
Por outro lado, se você acha que o comportamento do seu animal de estimação mudou de alguma forma, é recomendável fazer uma consulta preventiva com um etólogo veterinário.
Dessa maneira, é possível detectar e prevenir a progressão de possíveis doenças ou problemas comportamentais de forma precoce.
Na internet, é possível encontrar profissionais especializados em zoopsiquiatria ou etologia veterinária. No entanto, recomendamos que você consulte o seu veterinário de confiança e peça uma indicação.
Além de conhecer o seu animal de estimação, o seu veterinário também poderá recomendar um profissional capacitado que seja da sua confiança.
Por último, mas não menos importante, queremos lembrar a importância de prevenir os problemas comportamentais nos nossos animais de estimação.
Com a educação correta e uma medicina preventiva adequada, podemos evitar a grande maioria dos distúrbios comportamentais, preservando assim a boa saúde dos nossos fiéis companheiros.
terça-feira, 22 de outubro de 2019
Não faça em casa! 5 erros comuns nos cuidados com gatos
A presença de gatos nas residências brasileiras só cresce e um levantamento do Instituto Pet Brasil revelou que ela pode ultrapassar a de cães nos próximos anos - entre 2013 e 2018, o número de felinos cresceu 8,1% enquanto o de cães aumentou apenas 3,8%. Uma explicação para isso é a maior independência dos bichanos em relação aos donos, que cada vez têm menos tempo livre disponível.
Porém, essa independência não significa que os gatos não precisam de cuidados específicos. O problema é que alguns deles são negligenciados constantemente, influenciando diretamente na qualidade de vida do pet. A PremieRpet®, empresa especialista em nutrição de alta qualidade para cães e gatos, listou 5 erros comuns .
Não castrar
Apesar de causar receio em alguns tutores, a castração é muito importante para os gatos. O procedimento aumenta a expectativa de vida do animal, elimina as doenças do sistema reprodutor, impede o cio e reproduções indesejadas. Além de tornar o comportamento mais amistoso com outros animais e até com humanos.
Quando castrado, o gato pode se tornar mais preguiçoso e, se a alimentação não for adequada, pode acabar desenvolvendo a obesidade. Assim, é preciso equilíbrio e acompanhamento veterinário.
Não escovar os pelos
Os gatos vivem se lambendo, já que é dessa forma que eles, animais muito higiênicos, se limpam. Nesse processo eles podem acabar engolindo uma grande quantidade de pelos soltos que podem causar desde vômitos até obstrução do trato digestório. Para evitar que isso aconteça é importante escová-lo no mínimo uma vez na semana.
Caixa de areia próxima ao pote de comida
Como dito anteriormente, os gatos são animais muito limpos. Por isso, deixar a caixinha de areia (local onde ele faz suas necessidades) perto do pote de comida não é nada higiênico na visão deles. Caso isso aconteça, o bichano pode optar por fazer suas necessidades em outro local da casa ou simplesmente não comer.
O bigode dos gatos é muito sensível e o contato com a água pode causar incômodo. Potes mais largos impedem que isso aconteça e podem estimular que o bichano consuma mais água, evitando que ele desenvolva problemas no trato urinário, que são muito comuns nos felinos.
Deixar que ele saia
A rua oferece muitos perigos para os gatos: eles podem contrair doença, se envolver em brigas, não encontrar o caminho de volta para casa e, no caso das gatas que não são castradas, se reproduzir. Dentro de casa é sempre o lugar mais seguro para o bichano e o enriquecimento ambiental pode fazer com que ele se divirta a salvo.
terça-feira, 8 de outubro de 2019
6 motivos para adotar um animal de estimação
Adotar um pet é uma decisão importante: ele será um novo integrante da família e, como qualquer novo membro, precisará se adaptar com a casa e a casa com ele. Requer cuidado, atenção, carinho e dedicação, e a adoção responsável tem sido cada vez mais pautada pelas ONGs e cuidadores responsáveis por gerir esse encontro entre tutores e bichinhos. Porém, mais do que tudo, seja um cão ou um gato, adotar é um ato de amor! Se você ainda está na dúvida se deve dar esse passo ou não, trouxemos uma lista cheia de motivos para transformar sua casa num lar muito acolhedor para um novo amigo de quatro patas.
1. Você terá um companheiro para todas as horas
Animais são companheiros leais e fiéis. Os cachorros já possuem essa fama de longa data, mas os felinos também são grandes amigos e, apesar de desconfiados, quando conquistada a sua lealdade ela é eterna. Ter um bichinho é ter um grande amigo para te acompanhar em todas as aventuras - e nos momentos tristes também.
2. É possível receber um alerta em situações de perigo
Geralmente os animais sentem antes de nós os perigos que rondam, e tentam chamar a atenção de algum jeito. Os gatos, por exemplo, ficam próximos aos seus donos em situação de perigo, e geralmente mudam seu comportamento. Além disso, a cauda e as orelhas eriçam. Já os cachorros usam o que têm de melhor: seu latido e insistência. Várias vidas já foram salvas graças aos animais, que perceberam a presença de um ser estranho ou uma situação perigosa, como um incêndio, e avisaram seus cuidadores antes que o pior acontecesse.
3. Animais estimulam a sociabilidade
Se você é declaradamente antissocial, um pet pode te ajudar a resolver uma parte desse problema. Estudos mostram que os animais, principalmente os cães, fazem com que você se torne mais ativo, saia mais de casa e conviva mais com outras pessoas. Um pet também te faz ser mais sensível ao outro e melhora a sua capacidade de ter empatia.
4. Adoção salva a vida de um animal
Adotar um animal é uma grande responsabilidade, e não é só porque você precisará cuidar dele em casa. A adoção é capaz de salvar a vida de um bichinho que poderia estar nas ruas, abandonado, morrendo de fome e possivelmente sofrendo de maus tratos. A maioria das ONGs e clínicas veterinárias não podem sustentar um animal por muito tempo, não tendo condições de manter a quantidade de cães e gatos desabrigados que frequentemente recebem. Além de levar um novo companheiro para a casa, você está salvando a vida de um grande amigo e dando a ele a oportunidade de receber amor em um lar seguro.
5. Quem vive com pets tem menos estresse
Pesquisas feitas na Universidade da Virgínia, nos EUA, concluíram que pessoas que convivem com animais são menos estressadas e ansiosas do que as que moram sozinhas. Eles também diminuem as chances de infarto, ataque cardíaco e oscilação de pressão, pois deixa os tutores mais alegres e menos estressados - e consequentemente mais saudáveis.
6. Animais ajudam a desenvolver responsabilidade
Ter um pet ajuda você a ser mais responsável. Como os bichinhos precisam de constante cuidado com água, alimentação, exercícios e higiene, o cuidador cria noções de responsabilidade que levará para o resto da vida, inclusive para o ambiente de trabalho e nos estudos. Os animais nos fazem pessoas melhores e mais conscientes das necessidades do outro.
segunda-feira, 7 de outubro de 2019
Como cuidar do pet com a chegada do verão
O verão está chegando e algumas cidades brasileiras já registram temperaturas acima dos 28 graus. Esse calor excessivo não causa danos apenas ao ser humano, mas também aos animais de estimação. Aliás, os animais sofrem ainda mais do que nós, humanos.
Além da pelagem, eles não possuem as importantes glândulas sudoríparas pelo corpo, ou seja, os pets eliminam calor apenas por entre os dedos, pela boca e pelo nariz. "Todo o cuidado é pouco no verão”, alerta a veterinária Luana Sartori, especialista da Nutrire. "Quadros graves de desidratação, queimaduras e problemas no coração são apenas alguns dos transtornos que o calor provoca nos animais”, diz.
Confira abaixo as dicas da especialista para manter seu bichinho protegido:
Água, muita água fresca - Uma das coisas mais importantes na vida de um animal é a ingestão de água, mais ainda nos climas quentes. "A desidratação é o problema mais comum no verão, mas que poderia facilmente ser evitada se o pet bebesse a quantidade certa de líquidos diariamente”, revela a veterinária.
A quantidade ideal de água que o pet deve beber por dia fica entre 80 e 100 ml por quilo de peso. Felinos costumam beber menos, o que exige ainda mais atenção, visto que desenvolvem problemas nos rins com a deficiência de líquidos no organismo. A água pode ser filtrada ou corrente, mas precisa ser limpa, fresca e, claro, potável.
"Uma dica para incentivar os pets a beberem mais água, especialmente os gatinhos, é distribuir mais de um recipiente pela casa. Os felinos, por exemplo, ingerem mais líquidos se mais de uma opção de potinho for oferecido", acrescenta Luana. Além disso, pedras de gelo podem ser colocados junto da água, pois alguns animais (não são todos) preferem bebê-la mais gelada nesses dias de calor.
Desidratação é grave - A desidratação é mais frequente entre raças de focinho curto, como bulldog, pug e boxer, mas podem ocorrer em qualquer animal. "Leve uma garrafinha com água toda vez que sair para passear com seu animalzinho e ofereça aos poucos durante a caminhada. Além disso, claro, fique atento aos sinais de desidratação: gengiva e língua secas, olhos saltados, diarreia, respiração ofegante, batimentos cardíacos alterados e falta de elasticidade na pele. Ah, e se o pet não quiser sair, não insista”, explica Luana.
Ao sinal de qualquer um desses sintomas, leve o cão ou gato ao médico veterinário imediatamente.
Não esqueça: redobre a quantidade de água oferecida aos animais nesses períodos. Além disso, evite passeios nos horários mais quentes, opte sempre pelos finais de tarde. Nunca deixe seu cão ou gatinho preso num ambiente quente, sem nenhuma ventilação. "Não precisamos nem falar dos perigos dos carros fechados para os animais, não é? Deixar o bichinho sozinho dentro de um automóvel é cruel e extremamente prejudicial à saúde dele”, alerta a especialista.
Pulgas e carrapatos - Não tem jeito, esses parasitas são mesmo insistentes nos períodos quentes. "Se no frio eles já incomodam, imagine com a temperatura ideal para que se desenvolvam? Os tutores devem se empenhar ainda mais no calor para que não haja infestação, ou seja, utilizar rigorosamente os medicamentos recomendados pelo veterinário ainda é a melhor forma de combater as pulgas”, conta Luana.
Carrapatos exigem um pouco mais de atenção, já que são ainda mais difíceis de exterminar. "Além do remédio indicado pelo especialista, também é recomendada avaliação minuciosa do quadro em que se encontra o pet, visto que as doenças ocasionadas por esses parasitas podem ser letais.
Hemogramas e outros exames podem dizer se há algum problema e que tipo de tratamento é o mais indicado”, alerta.
Queimaduras acontecem, sim! - Muitas pessoas não acreditam que os pets queimam as patinhas se expostos às caminhadas em horários inadequados. "Eles sofrem queimaduras graves e extremamente dolorosas nas "almofadinhas” dos pés. As lesões podem ser evitadas se o animal passear somente nas primeiras horas da manhã ou no final do dia”, aconselha.
Além disso, cães e gatos com pelagem branca podem sofrer queimaduras nas orelhas, pálpebras e focinho. É muito comum que os felinos brancos tenham câncer por causa do sol em excesso. "A vermelhidão da pele é um dos primeiros sintomas de que o gatinho está sofrendo com queimaduras. A pele fica vermelha, os pelos caem e eles coçam até ocasionar feridas graves e de difícil tratamento”, explica.
Luana alerta ainda que estão enganados os tutores que pensam que os gatos sabem o tempo certo que podem ficar ao sol. "Eles não fazem ideia de que estão se queimando, a responsabilidade é exclusiva do dono do animal”, acrescenta. Luana indica o uso de protetor solar nesses casos. "15 ou 30 FPS já protegem o bichinho, mas quem deve indicar o tipo de produto a ser utilizado é o veterinário”, conta.
Se a preocupação com os pets já era grande no frio do inverno, agora precisa ser ainda maior. Lembre-se que ter um animal requer mais do que amor e criatividades nas brincadeiras, mas cuidados com sua saúde também. "É como ter um filho pequeno para sempre, vai exigir proteção e responsabilidade. Mas, quem ama seu bichinho sabe que cuidar faz parte e vê-lo saudável é a melhor coisa do mundo”, conclui Luana.
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