sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Primeiros socorros dos pets: Como proceder?



Cuidados simples podem contribuir para amenizar a dor do pet e a manter a sua segurança no intervalo entre o acidente e o atendimento especializado

Os pets travessos existem em todas as espécies, raças e casas! E mesmo aqueles que não costumam exagerar nas corridas entre os cômodos, subidas desautorizadas em móveis e esbarrões em vasos ou mesas, vez ou outra acabam dando algum susto nos tutores.

Da mesma forma que para os humanos, os primeiros socorros dos pets podem evitar o agravamento dos casos e até mesmo salvar vidas. “A recomendação mais importante é que em caso de acidente o animal receba atendimento veterinário imediato. Por isso, os tutores devem ter sempre à mão o telefone e endereço de um hospital que funciona 24 horas, e o contato do veterinário de confiança. Dessa forma, ele saberá para onde ir caso o pet precise de cuidados de emergência. Isso tornará a prestação do socorro mais ágil e ajudará o tutor a manter a calma”, explica o médico-veterinário Claudio Rossi, Gerente Técnico da Unidade Pet da Ceva.

Algumas medidas de primeiros socorros podem contribuir para amenizar a dor do pet e a manter a sua segurança no intervalo entre o acidente e o atendimento especializado. Por isso, para auxiliar os tutores a saberem como agir em casos de emergência, o profissional , respondeu em detalhes como proceder caso o pet se envolva em um acidente doméstico. Confira:

. Como agir se o pet apresentar irritação cutânea?
Os animais apresentam, comumente, alergias e dermatite de contato, ambas são problemas causados pela reação alérgica do pet ao contato com alguma substância irritante (alérgena). Os pets afetados costumam apresentar coceiras, vermelhidão, bolhas vermelhas e falhas no pelo. Nesse caso, o ideal é que o tutor identifique a substância que causou a reação cutânea no animal e não tente utilizar nenhum produto caseiro para resolver a situação. O tratamento deverá ser indicado pelo médico-veterinário que poderá receitar medicamentos orais e pomadas ou outros tratamentos tópicos para auxiliar no desconforto do pet.

. Como agir caso o pet sofra uma escoriação?

As escoriações, que são os famosos “ralados”, costumam ser lesões de pele simples. Caso o animal sofra um pequeno arranhão, brincando na grama, por exemplo, é indicado higienizar a área lavando-a com água e um pouco de shampoo neutro, próprio para pets. Se a lesão for maior, ou o pet apresentar dor na região, poderá ser necessária a utilização de pomada antisséptica veterinária, que deverá ser indicada por um profissional. Em ambos os casos é importante manter a área limpa e coberta para que o pet não consiga lamber a ferida e para que ela possa cicatrizar.

. Como agir em caso de queimaduras?
Em casos de queimaduras, é indicado lavar a área afetada com água fria corrente por alguns minutos para resfriar e aliviar a dor. Não se deve utilizar pomadas ou receitas caseiras, apenas é preciso cobrir a região com uma atadura ou pano limpo molhado e levar o animal para avaliação profissional.

. Como agir em caso de choque elétrico?
Caso o pet sofra um choque elétrico, a primeira coisa a ser feita é retirar o equipamento ou fio da tomada, mas é importante tomar cuidado para não tocar no animal durante a descarga, pois há possibilidade de condução de corrente elétrica e consequente choque. Na sequência, verificar se o pet está consciente e qual o seu comportamento. Dependendo da intensidade da corrente elétrica, o animal pode sofrer graves queimaduras na boca ou patas, e até mesmo ter arritmia cardíaca. Por isso, é fundamental que ele seja levado imediatamente ao atendimento veterinário mais próximo.

. Como agir caso o pet apresente uma lesão com sangramento?
As lesões hemorrágicas são aquelas com sangramento ativo que podem ser causadas por mordidas, cortes ou perfurações. Nesses casos, conter o sangramento é importante, para isso, o tutor pode pressionar a região com gaze ou um pano limpo enquanto leva o pet ao veterinário, o procedimento ajudará a conter a perda de sangue. É importante ressaltar que caso haja algum objeto causando o sangramento, o tutor jamais deve tentar retirar o item, isso poderá agravar ainda mais o quadro do pet.

. Como agir caso o pet sofra uma fratura?
Comumente as fraturas ocorrem em caso de queda ou atropelamento. Em ambos os casos elas podem ser internas (quando não existe rompimento da pele), ou externas (quando os ossos ficam expostos). Caso o animal sofra uma fratura interna, o tutor pode tentar imobilizar a região para evitar que o pet se machuque durante o trajeto até o atendimento veterinário. Para isso ele poderá utilizar gaze ou atadura, esparadrapo e um objeto reto mais rígido para servir de apoio, como um papelão. Se a fratura for externa, é indicado apenas cobrir a região com uma atadura ou pano limpo. Em ambos os casos o tutor deverá buscar socorro imediatamente.

. Como agir se o pet for picado por um animal peçonhento?
Se for possível, o tutor deve tentar identificar o animal peçonhento que picou o pet, isso auxiliará no atendimento veterinário. É importante que o tutor não tente mexer no local onde o animal foi picado, muito menos que tente remover o veneno realizando algum corte ou perfuração. O pet deve ser levado imediatamente à clínica mais próxima para que receba o tratamento adequado.

Em muitos casos o tutor pode não estar presente na hora que o animal é picado. Nesse cenário é preciso estar atento caso o animal manifeste sintomas que indicam o contato com um animal peçonhento como: inchaço ou sangramento no local da picada, nas narinas ou gengivas, vômito, fraqueza, dificuldade respiratória, entre outros.

A gravidade do quadro irá depender do tipo de agressor, qual região acometida pelo veneno, a quantidade de veneno e o tipo de reação no organismo do animal. Por isso, caso note qualquer alteração no comportamento do pet, o tutor deve buscar ajuda com urgência.

. Como agir em caso de intoxicação por ingestão oral?
O primeiro passo é identificar o que causou a intoxicação. O produto, alimento ou planta, a quantidade ingerida e há quanto tempo o pet está apresentando sintomas. Essas são informações importantes que auxiliarão no atendimento veterinário.

Caso o tutor tenha carvão ativado em casa, ele poderá ministrar o mesmo ao pet, seguindo as orientações do fabricante. O carvão ativado reduz a absorção da toxina pelo organismo.

Outro ponto de atenção é que não se deve forçar o vômito do animal, pois a prática poderá agravar o quadro ou até mesmo gerar lesões no estômago e esôfago do animal. O pet deverá ser levado ao veterinário imediatamente, se possível junto com o item ou informação do que causou a intoxicação.

Sobre a Ceva Saúde Animal
A Ceva Saúde Animal é uma multinacional francesa, comprometida com o desenvolvimento de produtos inovadores para o mercado de saúde animal. A empresa, que está presente em mais de 110 países, foca sua atuação na produção e comercialização de produtos farmacêuticos e biológicos para animais de companhia e produção. Mais informações em: www.ceva.com.br

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Banho, refeição e tosa

 


A ONG Banho Solidário Sampa, com ajuda de parceiros importantes como o Instituto Ana Hickmann e a empresa Lorenzetti, promove ação em 31/01, a partir das 10h, na região do Teatro Municipal, no centro da cidade, e disponibilizará serviço de banho e tosa, oferecimento de ração e consulta com veterinário para os animais de moradores em situação de rua. A ONG promove ações sociais voltadas aos moradores de rua em diversas regiões de São Paulo. O trabalho voluntário consiste também em proporcionar banho quente, cuidados com a higiene e a doação de roupas limpas aos moradores. No ano passado, a ONG realizou 17 ações itinerantes, oferecendo 571 banhos para pessoas que vivem condição de vulnerabilidade, além de cuidados para animais.

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Curta o verão sem descuidar do seu pet



Cuidados simples, mas essenciais, evitam que os animais domésticos sofram com o calor e tenham reações graves como hipertemia, insolação e desidratação


Quem vai viajar e curtir o verão com um pet precisa de alguns cuidados extras. E o primeiro item na lista é uma visita ao médico-veterinário.

“A avaliação e a orientação de um profissional é fundamental para promover o bem-estar do animal durante essa estação do ano e também no período de festas e férias com a família”. É o que afirma o médico-veterinário Otávio Verlengia, membro da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais (CTCPA) do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP).

Ao seguir as recomendações, o tutor pode prevenir reações graves como hipertermia, insolação e desidratação, aponta Eduardo Pacheco, também integrante da CTCPA do CRMV-SP. “O excesso de calor pode trazer sérias consequências para o pet, inclusive com risco de óbito. Os sinais podem começar com ofegância, salivação excessiva, taquicardia, respiração acelerada, prostração, desidratação, evoluindo para síncope e até convulsões”, alerta.

Além da intermação, que consiste no aumento exagerado da temperatura corporal, algumas doenças são mais comuns nesta época do ano, como intoxicação alimentar por chocolates, frutas ácidas e demais alimentos caseiros; gastroenterites; infestação por ectoparasitas (puliciose e ixodidiose); e verminoses em geral. Também é preciso cuidado com a dirofilariose e a leishmaniose.

Raças mais vulneráveis

Algumas raças, como as braquicefálicas, exigem ainda mais atenção nesta época, pois sentem mais o impacto da temperatura alta. “Quem possui cães de raças como São Bernardo, malamute do Alasca e pug, deve redobrar os cuidados no verão”, diz Pacheco.

Verlengia acrescenta à lista outros exemplos: “bulldog inglês, bulldog francês e shih tzu também requerem atenção especial. São aquelas raças do nariz achatado”, esclarece. Para ele, é importante ampliar os cuidados com os animais idosos e obesos também, independentemente da raça. “Por sua condição física, em que o organismo não está mais tão receptivo às alterações ambientais, eles tendem a sofrer mais com o calor.”

Perigos do calor para os pets

Segundo Verlengia, os cães são os que sofrem mais com as altas temperaturas, já que os gatos dormem bastante durante o período mais quente e evitam passear e fazer esforço físico. “Durante o dia é bom ter um lugar arejado para os animais ficarem, evitando deixá-los em um quintal que pega muito sol. Eles precisam de uma área de descanso com sombra e circulação de ar”.

Para Pacheco, com alguns cuidados simples é possível assegurar o bem-estar dos pets nos meses mais quentes do ano. “O tutor deve evitar passeios e caminhadas nas horas mais quentes do dia, a fim de evitar queimaduras nos coxins do pet; manter banho e tosa em dia; não colocar roupas quentes; e deixar água fresca sempre à disposição - se possível em mais de um local da casa”, indica.

Dicas refrescantes

Sobre o horário do passeio, Verlengia recomenda avaliar bem antes de sair de casa. “O ideal é passear antes das 9h da manhã e depois das 20h, conforme o tempo estiver no dia, não só pelo risco de queimaduras nas patas, mas porque os animais caminham muito mais perto do chão, onde o calor e o mormaço são ainda maiores”, adverte.

“Uma coisa legal para fazer durante o verão é congelar pedacinhos de frutas - evitando as frutas ácidas, e jogar para o cão brincar com o gelo e ainda comer a fruta, assim ele se distrai. Isso também pode ser feito com água de coco congelada”, sugere o médico-veterinário.

Proteção em dia

Os médicos-veterinários alertam que, além dos cuidados com as altas temperaturas, também é preciso estar com as vacinas e a proteção antiparasitária em dia, prevenindo, inclusive, parasitas de maior incidência no verão, como pulgas e carrapatos.

“Para evitar ou minimizar a chance de acometimento das doenças comuns à época recomenda-se a administração de vermífugo e antiparasitário, o uso de coleiras repelentes, manter o animal sempre hidratado e não fornecer alimentos caseiros. Qualquer alteração que o animal apresente, o tutor deve procurar um médico-veterinário”, aconselha Pacheco.

Dicas para viagens de carro

De acordo com Pacheco, é preferível evitar fazer viagens longas de carro com pets. “Se for necessário viajar com o animal, é importante fazer várias paradas durante o percurso para que ele possa se hidratar, defecar e urinar. O ar condicionado do veículo pode ajudar a manter o pet mais estável, mas o ideal é viajar nas horas mais frescas do dia ou à noite”, afirma.

Para Verlengia, deve-se ter cuidado em não oferecer grandes quantidades de alimento antes e durante a viagem para evitar vômitos, e, também, com as moscas de modo geral, especialmente na praia. “Em regiões alagadas há o famoso verme do coração. Neste caso, dá para medicar o pet antes de ir viajar, basta consultar o médico-veterinário para evitar problemas”, diz.

4 dicas para viajar com os pets no verão

1. Vacinação: é preciso garantir que todas as vacinas estejam em dia. Atenção especial a vacinas como V8, Antirrábica, contra Gripe e contra Giárdia/Giardíase.

2. Coleira repelente e antiparasitários: quando o assunto é leishmaniose, a coleira repelente é indispensável. A doença é mais comum no verão, pois as altas temperaturas são ideais para a proliferação do vetor da doença, o mosquito Palha. As altas temperaturas também geram aumento na proliferação de parasitas como pulgas e carrapatos, por isso, é necessário escolher também qual antiparasitário é o ideal para o seu pet.

3. Vermifugação: além da administração do vermífugo, pode ser indicado realizar um exame parasitológico das fezes.

4. Verme do coração: a dirofilariose, conhecida como Doença do Verme do Coração, é comum nos períodos mais quentes também por conta do cenário ideal à proliferação de carrapatos e do mosquito vetor. O ideal é prevenir a picada do mosquito vetor e fazer a desparasitação com o médico-veterinário.
 
Sobre o CRMV-SP

O CRMV-SP tem como missão promover a Medicina Veterinária e a Zootecnia, por meio da orientação, normatização e fiscalização do exercício profissional em prol da saúde pública, animal e ambiental, zelando pela ética. É o órgão de fiscalização do exercício profissional dos médicos-veterinários e zootecnistas do estado de São Paulo, com quase 42 mil profissionais ativos. Além disso, assessora os governos da União, estados e municípios nos assuntos relacionados com as profissões por ele representadas.